Monção

2016-02-24

Casa da Toca

A Casa da Toca é uma casa de montanha, em granito, de 1937, recuperada há poucos anos. A casa está localizada na...

Publicado por Vasco Eiriz em Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

2016-02-05

Museu do Alvarinho

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2016-02-02

Um diamante para o território



O que torna um território mais competitivo do que outro? Por exemplo, até que ponto a região entre o rio Minho e o rio Lima é mais ou menos competitiva do que a região do Tâmega, do Ave ou do Cávado? O que torna uma cidade ou uma vila mais competitiva e atractiva do que outra?

Estas são questões com que provavelmente o leitor já se confrontou. Quando avaliamos a maior ou menor atratividade dum local, seja ele uma freguesia, uma região, um país ou qualquer outro território, perguntamo-nos o que distingue um local de outro. A questão é importante porque nos ajuda a compreender o que está na base do desempenho de um território. Ajuda-nos igualmente a formular políticas públicas de âmbito local, mas também a tomar decisões nas organizações com que convivemos diariamente, sejam elas empresas ou qualquer outro tipo de entidade.

A interpretação mais apelativa para compreender os motivos por que um território é mais competitivo do que outro foi proposta por Michael Porter no seu modelo da vantagem competitiva das nações, popularizado com o nome de Diamante de Porter. O modelo foi desenvolvido e aplicado para compreender por que motivo um país é mais competitivo do que outro, mas, na verdade, ele pode ser aplicado a outros territórios como os anteriormente referidos.

Vejamos exemplos que têm tanto de original como de enigmático. Por que motivo Portugal é um país com competências reconhecidas na confecção e consumo do bacalhau apesar de este peixe não existir nas nossas águas? Por que razão existe à volta da cidade de Felgueiras uma forte indústria de calçado, apesar de a vizinha Guimarães ser tradicionalmente um concelho mais industrializado? Por que motivo o Alvarinho de Monção e Melgaço é melhor? Por que existe tradicionalmente em Valença um comércio mais forte? Por que Viana do Castelo e Ponte de Lima atraem turistas?

As respostas parecem simples, mas não são. Se fosse matéria simples, não seria difícil para um concelho ou para uma região formular políticas que melhorassem a sua competitividade, aferida pela atratividade que ela gera.

A resposta a este problema está no Diamante de Porter, que identifica quatro motivos para um território possuir vantagem sobre outros territórios: condição dos fatores; condições da procura; existências de sectores relacionados e de apoio; e estratégia, estrutura e rivalidade existente entre as empresas.

No primeiro motivo – a condição dos fatores – está em causa a base de recursos do território, sejam eles o petróleo, o sol, o conhecimento, as infraestruturas físicas e tecnológicas, a mão-de-obra, o capital, etc., etc. Por exemplo, a geografia justifica que a Suíça nunca será um país atrativo para turismo de praia no verão, da mesma forma que Portugal nunca conseguirá ser forte em turismo de montanha no inverno. Noutro exemplo, dificilmente um território conseguirá desenvolver uma economia de grande valor acrescentado e tecnologicamente intensiva se não tiver uma base de conhecimentos e engenharia também forte.

O segundo motivo – condições da procura – tem a ver com as características dos mercados locais. Por exemplo, um mercado grande, exigente e sofisticado nos seus hábitos de consumo, com propensão para experimentar coisas novas, favorece a inovação e o desenvolvimento de novos produtos e ofertas que vão de encontro àquilo que ele quer. Não resisto a dar o exemplo da confecção e consumo do bacalhau em Portugal. Apesar de o país não possuir o peixe nas suas próprias águas, não há no mundo quem cozinhe tão bem o bacalhau e de formas tão diversas e ricas como se faz em Portugal. Por que será? Pois bem, isso acontece em parte porque adoramos o bacalhau, somos exigentes com ele e comemo-lo como ninguém no mundo, tanto em quantidade como em sofisticação. Criou-se uma cultura em torno do bacalhau, traduzido nas inúmeras formas de o cozinhar e consumir.

O terceiro motivo – existências de sectores relacionados e de apoio – baseia-se no facto de que um território necessita ter sectores que se apoiem reciprocamente e se relacionem, estimulando a inovação ou efetuando ofertas integradas e complementares. Por exemplo, no turismo não é possível um território ser atrativo se possuir um excelente sector para alojamento mas não existir um sector de restauração condizente ou ofertas de entretenimento e ocupação de tempo livre para os turistas.

O quarto motivo – estratégia das empresas, estrutura e rivalidade existente entre elas – tem a ver com a forma como as empresas se comportam. Se, por exemplo, as empresas forem apáticas e estiverem habituadas a usufruir de mercados monopolistas com rendas elevadas, não terão um incentivo a inovar e a tornar-se competitivas. Se, pelo contrário, existirem níveis de rivalidade empresarial que fomentem a inovação e desenvolvimento de novas ofertas, o território dessas empresas tornar-se-á também ele mais atrativo.

Os quatro fatores são importantes. O sucesso num deles – por exemplo, a abundância de recursos naturais – não permite complacência nos restantes fatores. Cabe aos decisores públicos e privados equacionar a base da atratividade do território, e explorar o seu potencial e competitividade gerindo estes quatro fatores.

2015-09-10

Vão, vão


Detalhes aqui.

2015-07-24

Repórter X - 010

A sugestão que se segue é adequada para os amantes de caminhadas. Trata-se de um trilho junto da vila de Melgaço. Quando o fiz fiquei a conhece-lo por Trilho das Pesqueiras, embora o Município de Melgaço o intitule de Percursos Marginais do Rio Minho. Começa precisamente na Alameda Inês Negra, na vila de Melgaço. Possui aproximadamente seis quilómetros que se percorrem num período de aproximadamente duas horas.

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Para uma melhor caraterização do percurso, nada melhor do que recorrer às palavras do material de promoção do trilho: «A partir do centro da Vila o percurso desenvolve-se pela encosta das Carvalhiças, através de arruamentos existentes pela encosta das Carvalhiças, cruzando o regato Rio do Porto na Ponte Pedrinha. Segue-se um pequeno troço em que o trajecto coincide com a Avenida 25 de Abril, que estabelece a ligação ao Centro de Estágios. Chegado a este ponto, o percurso atravessa o coração do Centro de Estágios até atingir o pinhal, junto à área técnica da Piscinas Municipais Descobertas, onde se inicia um tramo de 150ml em caminho de terra e pedra. De seguida o trilho segue sobre o trajecto de uma antiga levada de água, actualmente desactivada, através de um passadiço em madeira com cerca de 1500ml de comprimento e 1,2m de largura. Este passadiço desenvolve-se na encosta do rio Minho e permite aos utentes apreciar as magnificas vistas sobre o património natural do rio Minho e a sua envolvente directa. O passadiço termina numa pequena área de lazer, seguindo o trilho, também na encosta do rio Minho, até ao Centro Hípico de Melgaço através de caminho em saibro. A partir deste ponto o trilho desce até à Veiga de Remoães, atravessando aquela zona agrícola. Finalmente, depois de entrar no núcleo urbano de Remoães, o trilho segue até à entrada norte das Termas do Peso pela zona da Folia, onde termina.»

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É um trilho de baixa dificuldade no qual destaco três pontos principais. O primeiro ponto de interesse é naturalmente o da partida, na bonita vila de Melgaço. Depois, a meio do percurso, o rio - agreste e deslumbrante - vê-se a partir do passadiço em madeira em zona alta que nos vemos obrigados a percorrer. Nessa zona são também visíveis algumas pesqueiras, património histórico e simbólico duma atividade que, apesar de ter vivido melhores tempos, ainda se vai praticando de forma residual e amadora. Finalmente, o terceiro grande ponto de interesse, no final do percurso, são as Termas de Melgaço, recentemente revitalizadas e abertas ao público depois de imensos anos de relativo abandono.

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Pela sua originalidade e pela forma como foi desenhado, captando vários pontos de interesse (outros existem para além daqueles que destaquei), este é um trilho que vale a pena percorrer.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

2015-07-08

Repórter X - 009

Quando me disseram que tinha aberto um salão de chã em Monção não quis acreditar. Pensei que estavam a brincar comigo. Se fosse uma cervejaria, uma taberna, um wine bar, ou uma tasca, acreditaria piamente; mas um salão de chã parecia brincadeira.

Abrir uma salão de chã em Monção - terra famosa pelos seus vinhos da casta Alvarinho e com uma cultura alcoólica instituída - seria o equivalente a abrir uma charcutaria ou um talho especializado em carne de porco num país muçulmano! Ou seja, uma autêntica heresia!!

Mas na verdade não estavam a brincar. Era mesmo a sério. O salão de chã em causa abriu em 2014 com o nome Vintage. Carrega a assinatura coffe and tea (afinal o café vem em primeiro lugar!) e, como pode ver-se nas fotografias, possui uma estética também ela vintage.





O primeiro e principal destaque vai para o espaço. Este Vintage encontra-se localizado nos terrenos do Palácio da Brejoeira, na freguesia de Pinheiros, a menos de cinco quilómetros do centro da vila de Monção, aproveitando de forma original e eficaz uma estrutura aí existente.

Para os menos familiarizados com o local, é também nos terrenos do Palácio da Brejoeira que se produz um dos vinhos alvarinhos mais famosos da região: o próprio ... Alvarinho Palácio da Brejoeira. Daí que a visita ao Vintage possa justificar a visita ao próprio palácio e aos seus jardins e bosque e, eventualmente, aos terrenos de cultivo da vinha e instalações de vinificação.

Mas voltemos ao Vintage que quanto ao resto, espero referir-me numa outra oportunidade.





Das escassas visitas ao local, reteve-se na memória um serviço de chã com alguma variedade e bem prestado. Não se avaliou com detalhe o menu mas existem scones, bolos, waffles (não confundir com wafers; as coisas que se aprendem a pesquisar para esta coluna), e coisas do género. O Earl Grey pedido estava bem preparado e vinha servido em bule individual. De resto, o espaço, embora pequeno, é aprazível e recomenda vivamente um chá das cinco. Vintage, claro.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

2015-06-10

Repórter X - 007

Talvez o leitor deste blogue não saiba onde é Tangil. Se lhe disser que é uma freguesia remota do concelho de Monção, ali para os lados de Merufe e Riba de Mouro, também elas freguesias de Monção, talvez fique na mesma. Mas se lhe disser que não é no fim do mundo, mas é lá perto, talvez me comece a compreender.

Vá por onde vá - vindo directamente de Monção, Melgaço ou Arcos de Valdevez - para lá chegar terá sempre que fazer muitas curvas. Muitas curvas depois chegará a uma das partes do Minho mais interior, rural e profundo que se conhecem. Com muitos montes à volta e o Parque Nacional da Peneda-Gerês ali perto. Estamos em zona montanhosa.

Para aqueles lados, a minha preferência vai o costeletão do restaurante do senhor Fernando em Santo António de Val de Poldros, um lugarejo ainda mais distante a que espero referir-me noutra ocasião. O que quero provar agora é que naquelas paragens, a uma dúzia de quilómetros da Casa da Toca, há programas alternativos de montanha.



Está tudo ainda por explorar mas paulatinamente vão-se estruturando ofertas de lazer que vale a pena conhecer. É exemplo disso, o "passeio" BTT e atividades associadas (caminhada e mini BTT) propostas pelos Amigos da Bicicleta e pela Casa do Provo de Tangil.

Em 2015 ocorrerá a sétima edição do evento, agendada para 18 de junho próximo. O percurso BTT - do que vi num outro vídeo fiquei com a ideia de que chamar-lhe "passeio" é um eufemismo dos amigos da bicicleta de Tangil - tem aproximadamente 30 quilómetros, mas a caminhada (15 kms) e o mini-BTT (10 kms) prometem estiradas menos violentas.



Seja sob a forma de BTT ou caminhada, fica feita a sugestão para explorar os montes das freguesias mais interiores e de montanha do concelho de Monção, já próximos dos concelhos de Arcos de Valdevez e Melgaço. Sítios deslumbrantes que garantem boas fugas.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

2015-05-30

Para arquivo

No período de poucos meses aconteceu duas vezes, o que suscita esta breve entrada sobre arquivos municipais.

Aconteceu em primeiro lugar com o Arquivo Municipal de Monção, salvo erro em dezembro passado quando quis ver uma exposição de cartazes de cinema organizada pelo cineclube local. Levava comigo a enorme expetativa de encontrar algumas das dezenas de cartazes que há largos anos carregava comigo entre a Cinemateca de Lisboa e os meus camaradas de cinema de Monção, mas fiquei à porta por causa do horário anacrónico de funcionamento do arquivo, aberto ao público exclusivamente em horário de expediente, o que se agravou ainda mais por efeito das tolerâncias típicas de Natal.



Esta semana, a coisa repetiu-se. Fiquei seduzido para uma exposição sobre a I Guerra Mundial que está patente no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães.

Estava a programar a visita para hoje, com a habitual voltinha ao Largo da Oliveira e praças e ruas adjacentes, mas, com muita pena, constatei que, com raras excepções, também só abre em horário de expediente.

Como os dois acontecimentos têm o mesmo padrão, do mal o menos: ficou-se mais desperto para o papel destes arquivos, para a forma como funcionam e como até podem prestar um excelente serviço em termos de preservação e promoção do património. Se o fazem ou não, e como o fazem, é algo a que passarei a partir de agora a estar mais atento.

2015-05-23

Repórter X - 006

A Festa da Coca celebra-se na quinta-feira, dia do Corpo de Deus, em Monção. Como consequência do fim deste feriado nacional, a festa viu o seu momento mais popular - o combate entre a Coca e São Jorge - transferido para o domingo seguinte, este ano agendado para 7 de junho.

O programa da festa tem outros eventos, mas é sobre a luta entre São Jorge e a Coca que quero falar. Depois da procissão solene do Corpo de Deus, o combate decorre no Souto, numa espécie se anfiteatro natural. De um lado, a Coca - dragão movimentado por homens; do lado oposto, São Jorge, representado por um cavaleiro.

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O combate costuma ser relativamente curto e pode até ter alguns momentos exasperantes, sobretudo quando o cavalo de amedronta com o dragão, quando este tem pouca genica ou quando ambos se estudam um ao outro em demasia sem afrontas. Não devem ser esperados momentos de grandes cavalgadas ou um combate glorioso carregado de êxtase mas antes tentativas pensadas em que São Jorge procura enfiar a lança na boca da Coca e cortar-lhe as orelhas, enquanto esta persegue e amedronta São Jorge e o cavalo.

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Segundo a lenda , quando São Jorge ganha, o ano agrícola é fértil; quando é a Coca que vence o ano agrícola é mau. Diz-se que o povo está do lado de São Jorge. Mas confesso que tenho uma secreta simpatia - talvez uma malvada preferência - pela Coca, dragão que muito raramente vence São Jorge. Lá no fundo, embora o povo deseje que o ano seja bom, também nutre um especial carinho pela Coca, afinal de contas um ex-libris de Monção.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

2015-05-12

Repórter X - 005

Vale sempre a pena procurar circuitos alternativos que distribuam cinema com respeito pelo espectador e o poupe ao ruminar dumas quantas pipocas. O Cineclube de Monção tem cumprido esse papel desde meados da década de 1980, a que tem aliado outras iniciativas como é o caso de exposições de filatelia.

Desde os seus primórdios nas instalações do Teia Clube onde exibiu muito bom cinema - recordo-me por exemplo de um excelente ciclo dedicado a Werner Herzog a que assistimos menos de meia-dúzia de curiosos -, ao longo dos anos as suas projecções têm passado por outros espaços de que é exemplo a Casa do Curro. Do que se me é dado a observar, presentemente é o renovado Cine Teatro João Verde que recebe a sua programação. Não sei com que regularidade - talvez uma vez por mês em média, aqui e ali com alguns meses mais intensos e outros menos intensos.



A programação de maio e junho de 2015 está clara. Nestes dois meses, a principal sala de espetáculos de Monção inclui quatro filmes com a chancela do cine clube local, entre eles Viagem ao Princípio do Mundo do incontornável Manoel de Oliveira que será exibido depois de amanhã.

Para além da programação do cine clube, o Cinte Teatro parece fazer justiça ao seu nome e à sua história e projeta outros filmes. Fá-lo habitualmente no fim de semana, neste caso inseridos no circuito comercial regular. Entre as propostas em cartaz destaco o recente Mad Max - Estrada da Fúria (George Miller, 2015).

De entre todos estes filmes quero, contudo, assinalar aqui uma comédia dramática italiana que será exibida no dia 18 de junho pelas 21:30 horas. Não vi este Viva a Liberdade (Roberto Andó, 2013) mas possui seguramente um argumento atrativo e muito atual. Em ano eleitoral, e com toda a loucura à mistura que isso implica, recomendo este Viva a Liberdade. Vivamente.
«Em Itália, as eleições aproximam-se. As sondagens revelam resultados pouco animadores para o secretário-geral do partido da oposição, Enrico Oliveri. Depois de um debate, ele desaparece sem deixar rasto. A sua comitiva e a sua mulher tentam encontrá-lo, mas é preciso fazer alguma coisa enquanto não o conseguem. Felizmente, Enrico tem um irmão gémeo, Giovanni. Infelizmente, ele acaba de sair do manicómio. Mas não há alternativa senão pô-lo no lugar do secretário e torcer para que ninguém perceba que ele está diferente. Esta tarefa é que se revela mais difícil. "Optimismo ao poder" passam a ser as palavras de ordem. A poesia entra na política. A proximidade com as pessoas aumenta. Mas a grande surpresa é esta: o discurso do político – supostamente, um louco – nunca foi tão lúcido, relevante e acutilante. Um filme dirigido por Roberto Andò, que parodia o sistema político italiano e questiona os contextos de crise. Andò também co-escreveu (em parceria com Angelo Pasquini) o argumento, que foi premiado pelo Sindicato Nacional Italiano dos Jornalistas de Cinema. O protagonismo está entregue a Toni Servillo, que interpreta os dois irmãos gémeos, contracenando com actores como Valerio Mastandrea (o assessor) ou Valeria Bruni Tedeschi (a mulher).»



Em síntese, sempre que passar por Monção, vale a pena espreitar a programação do Cine Teatro João Verde e estar atento às propostas cinematográficas do resistente Cineclube de Monção.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

2015-04-25

Repórter X - 004









Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

2015-03-17

Repórter X - 003

Depois de as duas entradas anteriores de Repórter X terem sido preenchidas com sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago, no Algarve, ruma-se agora a norte, para junto da Casa da Toca, no Minho. Onde é incontornável uma ou outra referência ao vinho verde, em particular o Alvarinho, talvez a principal fonte de rendimento da economia dos concelhos de Monção e Melgaço.

Poderia aqui sugerir-se um ou outro vinho das inúmeras ofertas existentes no mercado, mas a escolha recai antes numa das empresas do setor, a PROVAM. Em vez de um único vinho, vários vinhos duma vez.



A PROVAM - Produtores de Vinho Alvarinho de Monção, Lda., é uma empresa com pouco mais de 20 anos de idade e que construiu uma posição de destaque no cluster do Alvarinho.

Pergunta o leitor, e pergunta bem: e porquê recomendar aqui a PROVAM e não qualquer outra empresa como, por exemplo, a Adega Cooperativa de Monção, a Quintas de Melgaço ou uma das várias quintas existentes? Por um motivo simples e prosaico: vários dos seus produtos já foram testados, e, não menos importante, na óptica deste espaço, a empresa está instalada a menos de meia-dúzia de quilómetros da Casa da Toca, na freguesia de Barbeita, exatamente a meio do percurso entre a Casa da Toca e a vila de Monção. O que naturalmente, só por si, justifica uma visita para abastecimento.



Entre os seus produtos, é o Varanda do Conde - um verde que incorpora as castas Alvarinho e Trajadura - aquele que mais habitualmente compro (e consumo), aqui e ali complementado pelo Portal do Fidalgo (a sua marca de entrada no Alvarinho) e o Vinha Antiga (um Alvarinho superior). Para além destes, a empresa tem outras ofertas na sua carteira, incluindo espumantes e provavelmente alguma aguardente.

Sendo um produtor, a sua vocação não é naturalmente o retalho e a venda ao público, mas não se iniba de lá passar porque existem condições suficientes para ver os produtos expostos numa pequena vitrina e poder adquiri-los. Sempre fui bem atendido e de forma profissional, por um preço que justifica bem a visita.

Precisamente por causa disso e porque esta empresa, embora jovem, representa do meu ponto de vista o resultado positivo de muitos anos de trabalho em torno de uma casta e de um vinho, só posso recomendar a visita e a aquisição dos seus produtos no próprio local. A menos de meia-dúzia de quilómetros da Casa da Toca.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

2015-03-01

Lapela





2015-01-07

Parque das Caldas









2014-10-21

Empresário de sucesso

- O que vais fazer à tarde?
- Vou animar a palestra do Rotary.
- O que é animar a palestra?
- É estimular um debate, neste caso sobre empreendedorismo.
- O que é isso?
- Tem a ver com a forma como se fazem negócios.
- Ah, isso é fácil. Vais à internet, escolhes e compras.
- Queres ver a apresentação que vou fazer?



- Tens o Superman!
- O que achas dos outros?
- São tantos. Eu se estudar economia e gestão não vou para professor. Vou para empresário de sucesso.

2014-10-16

Empreendedorismo na Casa Museu de Monção

Mesmo que o leitor nunca tenha jogado PlayStation, pode comparecer no próximo sábado, pelas 15:30 horas, na Casa Museu de Monção da Universidade do Minho. Decorrerá aí uma palestra sobre empreendedorismo organizada pelo Rotary Club de Monção.

2014-09-30

É tempo de ...

... bindima do binho berde!

2014-09-22

Um Americano em Paris

Diz a experiência que se terminada a aula de apresentação um estudante vem de imediato ter com o professor, garantidamente leva-lhe matéria suspeita. Voltou a acontecer. Curioso, aproxima-se e algo hesitante - porventura a prever que ía dizer um grande disparate - pergunta se a disciplina tinha mais influência "americana" ou seriam abordadas preferencialmente as questões da "crise europeia"! Dizia ele que no Brasil já tinha feito formação em estratégia sob influência americana e estava curioso!! Se a abordagem já me tinha arrebatado, confesso que quando me falou na influência americana e na crise europeia devo ter caído para o lado. Para além do esboçar de um sorriso amarelo, não me recordo o que respondi. Mas agora que penso em retrospectiva no episódio, fico com a leve sensação que perdi uma inscrição, talvez por causa do amarelo carregado. Penso e repenso na questão das grandes influências paradigmáticas e concluo que, se alguma vez me voltarem a colocar questão tão delicada, destacarei a profundidade do olhar do cinema italiano com estilo elogiado nos Cahiers du Cinéma, entremeado com um toque da Gestalt alemã e do noir sueco, tudo devidamente hidratado com o Alvarinho aqui da terra. Explosivo. Será que desta forma o americano faz a inscrição?

2014-01-27

Alvarinho

Estratégia de Internacionalização e Competitividade do Vinho Alvarinho, assim se intitula a dissertação de mestrado recentemente submetida por Hugo Delgado. Que se resume:
«O setor dos vinhos em Portugal enfrenta nos últimos anos uma estagnação do consumo e, por outro lado, a opção por parte dos consumidores por vinhos com um preço mais baixo. Em sentido oposto as exportações nacionais têm vindo a registar aumentos na ordem dos 7% ao ano. Este cenário obriga as empresas portuguesas, em particular as pequenas e médias empresas (PME’s) a adotarem estratégias de negócio mais eficazes e eficientes, de forma a manterem níveis de competitividade superiores. Para as empresas produtoras de Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço, estes aspetos assumem especial relevância porque, sendo empresas de dimensão reduzida e com baixos volumes de produção, só a aposta em produtos diferenciadores e de elevada qualidade lhes permitirá enfrentar a concorrência dos restantes vinhos nacionais e internacionais. A cooperação entre estas empresas parece, também, significar um aumento da sua capacidade para obterem sucesso nos mercados. Numa outra dimensão, estas empresas devem optar por um modelo de internacionalização sequencial baseado nas exportações, uma vez que acarreta menos riscos para as suas estruturas. Esta investigação adota uma metodologia qualitativa, através de entrevistas em profundidade, aplicadas a agentes institucionais e a empresas. Tendo por base as proposições formuladas foi possível confirmar a capacidade das entidades do sistema científico e tecnológico para contribuírem para a valorização das estratégias de marketing das empresas e que a exportação parece ser o modo mais adequado para as empresas internacionalizarem. Não foi possível confirmar a adequação das políticas públicas para a sustentabilidade do setor; que a cooperação, nomeadamente no seio de um cluster, seja potenciadora da capacidade de internacionalização das empresas; e que a identificação de boas práticas nacionais e internacionais, passíveis de ser adotadas pela sub-região, possam contribuir para a potenciação do setor.»

2014-01-06

Arrastar pastas



Dá gosto quando arrasto uma pasta do diretório Orientandos/Em Curso para o diretório Orientandos/Concluídas. E acabo de fazer isso. Trata-se da dissertação de Hugo Delgado intitulada Estratégia de Internacionalização e Competitividade do Vinho Alvarinho. Merece comemoração com uma Grande Escolha.

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