O alargamento dos mercados é um dado de primordial importância no jogo da concorrência, agora já não apenas em relação às grandes unidades mas incluindo também as PME. A crescente internacionalização e o fenómeno da globalização têm vindo a conduzir as empresas – grandes e pequenas – para novas formas de concorrência e de organização. Cooperação, vantagens colaborativas, redes e concorrência colectiva são alguns dos novos vocábulos cujo aparecimento no mundo dos negócios traduz a nova realidade caracterizada pela tendência para as parcerias, a externalização de actividades, a recentragem nas competências nucleares e a necessidade de constituição de equipas internas transfuncionais e redes externas interempresariais. Neste contexto, estudar gestão estratégica sem ter em devida conta as estratégias de internacionalização, deixou de ter significado relevante. Neste livro procura-se fazer essa interligação e propõe-se um modelo destinado a servir de base à reflexão estratégica, aplicável especialmente às PME.
O institucionalizado Expresso publicou ontem, 26 de Outubro, o seguinte:Foi também anunciado que os deputados deixariam de ter direito a uma reforma vitalicia ao fim de 12 anos de exercício da função. A medida anunciada era esta mas nos últimos dias umas largas dezenas de parlamentares, maioritariamente socialistas (mas não só) movimentaram-se nos corredores do poder para diferir a aplicação da medida para a próxima legislatura. Porquê? Porque eles próprios, atingirão 12 anos de funções no curso desta legislatura. E quantos milhares de funcionários públicos não teriam direito a uma melhoria da sua situação durante esta legislatura? Será que os deputados tinham legitimas aspirações e os outros funcionários públicos não? [...] Há em todos estes exemplos [n.r.: além dos deputados no editorial são dados mais exemplos] um contraste vergonhoso entre o que se apregoa e o que se pratica. É certo que muitas das medidas partiam de um pressuposto correcto e, algumas delas, eram em si acertadas, ainda que insuficientes. No entanto, rapidamente constatamos que este Governo não terá condições morais de as implementar.
Conclusão: Empreender bateu o Expresso com uma diferença de mais de quatro meses. É caso para perguntar: só perceberam agora?No momento em que restringe privilégios a vários sectores do funcionalismo público, em que extingue subsistemas de saúde mais favoráveis, em que aumenta a idade para efeito de reforma, em que congela salários e progressões nas carreiras - nesse mesmo momento, José Sócrates e o PS permitem que as regalias e regimes especiais da classe política se prolonguem até 2009 e abranjam mais umas larguíssimas centenas de políticos no activo. Com que cara e com que moralidade podem o primeiro-ministro, o PS e os deputados em geral (cúmplices nesta artimanha processual em proveito próprio) encarar os juízes e magistrados em greve? Ou exigir que a generalidade dos funcionários públicos compreenda as dificuldades e aceite os sacrifícios? Não sobrará, no meio de tudo isto, um mínimo de vergonha?
Growth Champion. This organization is highly valued within the company for its ability to drive revenue. It is considered as important as other major departments, such as finance and sales. It drives the company’s priorities and leads product innovation and new business development.
Senior Counselor. Functioning as a high-level advisor on marketing strategy to the chief xecutive officer and the individual businesses, the Senior Counselor leads major advertising, promotion, and public relations campaigns. Unlike the Growth Champion, however, it does not typically drive company-wide strategy.
Brand Foreman. Above all, the Brand Foreman is an efficient provider of marketing services, ranging from communications strategy to creative output and campaign execution, in support of the company’s key brands. It serves as the central manager of agency relationships, and is considered among the company’s most important support organizations.
Growth Facilitator. The Growth Facilitator has the authority and skills to develop and lead large, company-wide marketing efforts and helps set the business’s overall priorities. This marketing organization coordinates with other major functions, such as sales and product development.
Best Practices Advisor. The Best Practices Advisor works with the individual businesses to identify internal and external best practices and incorporate them into all marketing activities. This organization’s goal is helping the businesses achieve maximum effectiveness and efficiency, and it has expertise across all elements of the marketing toolkit.
Service Provider. This organization supplies marketing services such as advertising, promotion, and public relations at the request of the company’s brand and product teams. The Service Provider is effective at executing specific tasks and is responsive to time-sensitive requests.
- Allen, Kathleen R. (2003). Launching new ventures: an entrepreneurial approach, Houghton Mifflin, Boston, MA
- Allen, Kathleen R. (1999). Growing and Managing an Entrepreneurial Business, Houghton Mifflin, Boston, MA
- Cruz, Eduardo (2003). Criar uma Empresa de Sucesso, Sílabo, Lisboa
- Dollinger, Marc J. (2003). Entrepreneurship: Strategies and Resources, Prentice-Hall, Upper Saddle River, NJ
- Hatten, Timothy S. (2003). Small Business Management: Entrepreneurship and Beyond, Houghton Mifflin, Boston, MA
- Kaplan, Jack M. (2003). Patterns of Entrepreneurship, John Wiley & Sons, Hoboken, NJ.
A Autoridade da Concorrência condenou cinco empresas por concertação de preços, num processo de cartelização, que envolve 36 concursos públicos, para fornecimento de «tiras-reagente» a 22 hospitais de norte a sul do país, ao pagamento de uma coima total de cerca de 16 milhões de euros.
VERÃO QUENTE
Por Vasco Eiriz
Terminou mais um Verão. Um Verão quente. Qual “silly season”, já não há memória de um Verão tão quente como este. Quente e seco. Com seca extrema ou severa.
A reincarnação do Verão quente de 1975 ocorreu com a proclamada intenção em expropriar activos da Bombardier, uma das muitas empresas que simbolizam a erosão competitiva de Portugal. Quando a erosão deixa de ser um processo estritamente morfológico e se estende à base empresarial de um país, o problema agrava-se. Quando isto acontece num Verão quente e seco, então todos os cuidados são poucos. Onde o Governo deveria dar sinais de encorajamento à reestruturação do tecido empresarial português, prefere dar um sinal de afastamento de investidores estrangeiros e de manutenção do estado actual da economia.
Além da protecção do emprego, o álibi da expropriação seria a manutenção de um centro de competências no país. Não se sabe que competências são essas. Tão pouco se sabe em que pé se encontra esta expropriação, um termo que definitivamente não rima com os tempos em que vivemos. Mas que este episódio foi um péssimo sinal para os investidores, lá isso foi.
Também o ICEP, a quem cabe responsabilidades importantes na promoção do investimento estrangeiro, parece não ter andado muito preocupado com o assunto. Lançou uma campanha na imprensa estrangeira suportada por um longo (e maçudo) texto intitulado “Portugal: A Passion for Innovation” no qual se vangloriavam os feitos inovadores das empresas portuguesas. Ora, qualquer potencial investidor que tenha tido o cuidado de ler o anúncio não deixará de notar o paradoxo de um país com tantos feitos tecnológicos mas incapaz de pôr no ar o sítio na internet aí divulgado. Será este um novo modelo de inovação estritamente baseado na paixão, mas sem resultados palpáveis?
Também neste Verão passou a ser possível criar empresas num único dia, apesar de, como vimos, encerrá-las ser bem mais difícil. O facto de se tratar duma experiência e, como tal, estar ainda restringida a algumas zonas do país, não retira mérito à iniciativa, caso ela se venha a disseminar. Trata-se, contudo, dum passo que coloca exigências ainda maiores em termos de licenciamento. Na verdade, são cada vez mais raros os negócios que não necessitam de algum tipo de licença, frequentemente envolvendo várias entidades. Facilitar a criação rápida de empresas sem actuar sobre o licenciamento e sobre a complexa teia de interesses nele instalada, significa fomentar empresas com actividades ilegais. Por isso mesmo seria importante que a “paixão pela inovação”, os choques e planos tecnológicos começassem por resolver os estrangulamentos mais elementares e que subsistem há décadas no país. Algo que requer tanto de inovação organizacional como de inovação tecnológica.
A propósito de inovação, neste Verão voltou a assistir-se ao que parece ser um dos melhores sintomas da nossa manifesta incapacidade de organização e alcançar resultados. Não, não se trata do défice, do PIB ou da balança comercial. Trata-se da forma como convivemos com os incêndios. Haverá algo mais visível do que os incêndios para ilustrar a nossa incapacidade em lidar com um problema? Ano após ano, continuamos a desconhecer as causas, improvisamos meios, discutimos soluções, mas não resolvemos o problema, não alcançamos resultados.
E tudo isto apesar do anúncio a que aludimos proclamar, logo a abrir, a capacidade das empresas portuguesas fornecerem “soluções inovadoras para problemas complexos” como, imagine-se, “combater incêndios por satélite”! Haverá maior paradoxo do que este? O que as imagens que chegam por satélite mostram não é nada disto. Vêem-se velhinhas desesperadas com alguidares, imensas acusações de fogo posto, resultados insuficientes na penalização, muito combate político por detrás das chamas, alguma lamentação pela escassez de meios, e, teme-se, muita desorganização. Muita desorganização. Nesta matéria, é provável que o próximo Verão volte a ser um Verão quente.
Referência original: Eiriz, Vasco (2005), Verão quente, Prémio, N.º 94 (23 de Setembro), p. 40
Outros artigos Prémio
Eiriz, Vasco (2005), Happy hour na auto-estrada, Prémio, N.º 86 (8 de Julho), p. 46
Eiriz, Vasco (2005), Ecologia organizacional, Prémio, N.º 81 (3 de Junho), p. 38
Eiriz, Vasco (2005), Estandardização e adaptação, Prémio, N.º 75 (22 de Abril), p. 48
- A confiança e o poder em relacionamentos inter-organizacionais: duas dimensões chave para o seu sucesso e estabilidade (Mário Batista Franco – Universidade da Beira Interior);
- Sociedade, tecnologia e serviço público (Paulo Sérgio Ferreira – Universidade de Lisboa);
- A aprendizagem organizacional: um novo paradigma a adoptar pelas organizações (Tânia da Costa Ferreira e Mário Batista Franco – Universidade da Beira Interior);
- Redes de conhecimento na relação Universidade-Empresa (Vasco Eiriz – Universidade do Minho);
- Informação geográfica – estrutura de inovação na Administração Pública (Teresa Serafino – Municípia, SA);
- Metodologia para a implementação incremental de projectos de sistemas de informação em Unidades de Saúde (Luís Lapão e António Grilo – Instituto Nacional de Administração e NeoBiz Consulting);
- Reorganização pública por intermédio de equipes de conhecimento (António Carvalho e Edson Oliveira – Universidade de Taubaté, Brasil)
"Para escaparem da crise, milhares de portugueses agarram na mala de cartão e partem à Procura de trabalho no estrangeiro. Mas do romantismo pimba de Linda de Suza não resta quase nada, só a frustração que historicamente levou a população nacional a emigrar. Os primeiros números de 2004 revelam um crescimento na chegada de portugueses a países como Suíça, Espanha, Andorra e França."







