02 março 2015

Práticas de gestão

Um restaurante bem gerido é normalmente um excelente negócio para aprender Gestão. Ana Cristina Marques serviu-nos uma peça bem construída no Observador que ajuda um pouco a compreender porquê. Selecionei um extrato relativo a José Avillez e ao seu Belcanto.

«[...] Avillez não quer falar de valores [...]. Em vez de números, prefere explicar a estrutura de um restaurante com estrelas Michelin, embora reconheça que não exista uma fórmula única. A dele passa por uma equipa de 25 pessoas, além de dez a 12 estagiários (15 se necessário). São sensivelmente 40 pessoas para trabalhar 40 lugares, num restaurante que fecha à segunda e ao domingo. Apesar das folgas, no Belcanto trabalham-se 14 a 16 horas por dia e, para que tudo esteja dentro dos conformes, há uma hierarquia estabelecida na cozinha: chef executivo, chef de cozinha, subchef, chef de pastelaria e cozinheiros — além de copeiros e estagiários. “O resto é pessoal de sala”, esclarece o homem que tem a seu cargo seis restaurantes, cinco em Lisboa e um no Porto, referindo ainda o diretor de restaurante, chefe de sala e os empregados de mesa. Na cozinha, diz, há uma espécie de ditadura militar. “Não se conversa na cozinha. Na altura do serviço é só o chef que fala e quem fala é para responder-lhe de volta”, garante, desfazendo-se, no entanto, de uma ideia de autoritarismo absoluto — à semelhança do que acontece nas cozinhas do programa de televisão Hell’s Kitchen, apresentado pelo escocês Gordon Ramsay. [...]»

01 março 2015

28 fevereiro 2015

Passeio


«Over the past 8 or so months I've travelled around Scotland usually getting up at offensively early times to get good light. I wanted to make a film which really shows what a beautiful country Scotland is. Living in Edinburgh we're fortunate to have some truly magnificent sights on our doorstep.[...]» (John Duncan)

27 fevereiro 2015

Estás perdoado

Zeinal Bava - acho que é assim que se escreve - tornou-se um homem em quem todos gostam de desancar. Depois do descalabro da PT, BES, GES e o que mais virá, o ex-homem forte da PT colhe críticas depreciativas, acusações e recriminações, acentuadas por mais uma sessão inconsequente ocorrida ontem numa daquelas comissões-de-inquérito-do-parlamento-que-nada-acrescentam-e-servem-para-alimentar-a-vaidade-de-alguns-deputados.

Mesmo quando acumulava prémios de super-gestor, Bava sempre me pareceu um daqueles gestores que gosta do liberalismo aplicado aos outros. Mas a verdade, verdadinha, é que todos aqueles que agora o acusam - começando por jornalistas e os habituais opinion makers da praça, mas também políticos - são os mesmos que o idolatravam quando ele estava à frente duma empresa poderosa e geria orçamentos publicitários (e outros) de milhões, muitos milhões. Vá lá, deixem-se de hipocrisias, que está na altura de lhe agradecerem favores e outros jeitos.

Abre a felicidade









25 fevereiro 2015

Vida Soviética


Nunca me teria ocorrido escrever na língua duma das ex-repúblicas soviéticas. Pois bem, aqui está algo dado à estampa em lituano. Que isto de publicar na Lituânia faz lembrar os tempos da revista Vida Soviética, uma revista comunista que glorificava a URSS (vão, vão ao Google ver o que isto é) e suscitava curiosidade sobre como funcionavam os planos quinquenais para a produção de cereais. Uma outra versão do mesmo artigo aqui.


Klika punktas enlarge, que é como quem diz Clique para aumentar.

23 fevereiro 2015

Estante



Estante, selecção de livros de ensino e investigação em gestão estratégica, empreendedorismo e marketing recomendados pelo editor deste blogue.

Estante, a selection of books for learning and research in strategic management, entrepreneurship, and marketing recommended by the editor of this blog.

22 fevereiro 2015

Repórter X - 002

O percurso aqui retratado reúne dois trilhos localizados no final da Ria Formosa, a escassas centenas de metros do Apartamento na Quinta do lago. Inicia-se junto do lago que confere o nome à Quinta do Lago.



Depois do lago começa o instituído Trilho da Quinta do Lago com 2,3 quilómetros. São os primeiros quilómetros com algumas zonas com areia a requererem maior atenção. Os mais incautos ficam presos. Logo a seguir aparece o passadiço em madeiro que permite atravessar a Ria Formosa para aceder à praia. Talvez por causa da sensação de risco, - tem mesmo que se baixar a cabeça senão fica-se decepado - dá especial gozo acelerar por debaixo do passadiço.



O percurso continua com a Ria Formosa do lado direito e o campo de golfe do lado esquerdo.



De imediato surge o segundo trilho, Trilho de São Lourenço, instituído com 3,2 quilómetros. Poucas centenas de metros depois aparece o primeiro posto de observação de aves.



A meio do Trilho de São Lourenço desvio para o Ludo, zona salina entre a Quinta do Lago e o Aeroporto de Faro. As suas longas rectas em terra batida dura são um convite a testar os limites. Em velocidade, a ondulação do terreno obriga a cuidados redobrados sob risco de despiste e aterragem numa salina.



As salinas oferecem paisagens deslumbrantes. Aqui podem ser observados aviões a descolar do Aeroporto de Faro. Depois de alguns quilómetros surgem os montes onde é acumulado o sal extraído das salinas.



A passagem de emergência para o aeroporto assinala a saída do Ludo e o regresso à Quinta do Lago, novamente no trilho de São Lourenço em zona ainda não explorada. Há vestígios da presença romana com tanques para salgar o peixe.



Serpenteiam-se os campos de golfe em percurso técnico e persegue-se de regresso à ponta final da Ria Formosa junto do passadiço, repetindo o Trilho da Quinta do Lago até ao restaurante Casa do Lago.



Mais detalhes.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

21 fevereiro 2015

19 fevereiro 2015

Epistemologias pós-positivistas!

O Journal of Small Business Management de outubro passado (volume 52, número 4) foi especialmente dedicado a "desafiar as perspectivas dominantes no empreendedorismo". E de que forma pretende faze-lo? Através de "novas epistemologias pós-positivistas". Ooops! Dito assim, é um bocadinho vago.



O melhor é mesmo ver os artigos que lá saíram. E aí chama atenção o artigo das francesas (só podia) Martine Hlady-Rispal e Estèle Jouison-Laffitte intitulado "Qualitative Research Methods and Epistemological Frameworks: A Review of Publication Trends in Entrepreneurship", que se recomenda. Não necessariamente por serem francesas.

«Though recent assessments of the entrepreneurship field scan the focus, models, purpose, techniques, and data of articles, one area receives less attention: the study of qualitative papers in entrepreneurship, more specifically epistemological frameworks and data analysis methods. This review includes all 111 qualitative papers published between 2007 and 2012 in Journal of Business Venturing, Entrepreneurship Theory & Practice, and Entrepreneurship and Regional Development. The research outlines key methodological issues, examines recent qualitative methodological practices, and identifies new trends. It aims at contributing to a debate about publishing practices, concentrating on qualitative studies, and offers recommendations for researchers seeking to publish.»

17 fevereiro 2015

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