18 dezembro 2014

Sincronia

Ainda a propósito da vantagem que haveria se nos complexos pedagógicos existissem relógios devidamente sincronizados, não resisto a colocar aqui a fotografia que ontem captei no campus. É verdade, pode não acreditar, mas o momento foi captado ontem mesmo na biblioteca, o que suscita a seguinte questão: como é que um estudante há-de chegar a horas à aula, se o relógio está quase seis meses atrasado?! Assim o estudante não se orienta, fica na biblioteca a estudar outras matérias e perde a parte mais interessante da aula. Ou seja, o estudante tem sempre razão.

17 dezembro 2014

Preparar a proposta de dissertação

Ainda que uma apresentação seja habitualmente complementada com informação tanto ou mais rica do que aquela que surge estruturada no incontornável PowerPoint, fica aqui registada a apresentação no seminário do Mestrado em Marketing e Estratégia da Universidade do Minho que realizei no dia 9 de dezembro passado, pontuada com uma seleção de pinturas de inverno. Referência completa: Eiriz, Vasco (2014). Preparação da Proposta de Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho, Braga (9 de dezembro).

16 dezembro 2014

Complexos pedagógicos com power points

Para os menos familiarizados com as idiossincrasias da Universidade do Minho, aqui na casa chamam-se Complexos Pedagógicos aos grandes edifícios que albergam as salas de aula. Como as pessoas são genericamente sensatas tratam-os por CP (cê pê, não confundir com a dos caminhos de ferro). No campus de Gualtar, em Braga, existem três: o CP I, o CP II, e o CP III, genericamente identificados com numeração romana, excepcionalmente com menção árabe. No campus de Azurém, em Guimarães, não sei quantos edifícios existem que já lá não vou há algum tempo. Mas que lá terão os seus complexos pedagógicos, lá isso é certinho. Desde que cheguei à Universidade do Minho nunca me recompus desta ideia do complexo pedagógico, algo que, está bom de ver, ainda me marca. É deveras complexo, para não dizer complicado.


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Faltou acrescentar algumas infiltrações de humidade, e estores genericamente danificados, daqueles que não tapam o brilho do sol e te incomodam a vista e a luminosidade do power point.

15 dezembro 2014

Vino





14 dezembro 2014

Lost & Found

Os produtos em segunda mão vieram para ficar. Por exemplo, em «O fascinante mundo das coisas antigas», a também ela fascinante peça escrita por Pedro Luis Silva no Jornal de Barcelos (3 de dezembro de 2014, pp. 6-7) sobre a «feira de velharias» organizada pela Associação de Coleccionismo de Barcelos, mostra isso mesmo. A feira tem crescido e o conceito hoje não se restringe a velharias, mas está a alargar-se a outros artigos em segunda mão. É um fenómeno que tem ganho cada vez maior importância. Não só pelo efeito do OLX e outras plataformas e sítios digitais como o Coisas ou o FNAC Market mas também pelo número crescente de feiras, feirinhas, mercados e mercadinhos fisicamente instalados. Há naturalmente algumas reticências - «Ah, é em segunda mão, pode não estar bom, já foi usado por outros, ui, e tal e coisa» - mas é um fenómeno que veio mesmo para ficar. E, como em tudo, inovações como esta tendem a começar em contextos também eles mais desenvolvidos e maduros. Para os mais reticentes deixo aqui um exemplo duma feira dessas - o Lost & Found Market - na cosmopolita Barcelona.



Deixo também ligação para uma crónica sobre assunto relacionado publicada há meses na revista Vale Mais.

13 dezembro 2014

12 dezembro 2014

À velocidade da luz

Há empresas que são duma cortesia e rapidez que impressiona. Escrevi no dia 28 de novembro um e-mail à EDP e a resposta chegou hoje, dia 12 de dezembro. Simples, direta e profunda: «Estimado Cliente. Acusamos a recepção do seu e-mail que agradecemos. Com os melhores cumprimentos». E dou comigo a pensar quanto demoraria a resposta se não fosse um "estimado cliente".

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11 dezembro 2014

Tópicos (19)

Um tema deveras fascinante: a outra face - a face negra - da relações que nisto de relacionamentos nem tudo é cor-de-rosa. Trata-se de um número especial do Industrial Marketing Management cujo prazo de submissão termina nos próximos dias. The Dark Side of Business Relationships: Antecedents and Consequences, apropriadamente.

«[...] Much of the previous research in the field of relationship management has tended to focus mainly on positive relationship constructs i.e., trust, commitment, cooperation, and coordination etc. in order to examine how these can enhance business performance. In contrast, the limited literature which focuses on the dark side of relationships appears to take two different approaches. The first group of studies reported on negative relationship constructs such as conflict and opportunism which caught the attention of researchers in the early 1980s (Gaski, 1984; John, 1984). Over time, contributions from studies on this area have almost predominantly focused on conflict in relation to other areas such as value co-creation, cooperation, dependence and competitiveness (Meunier-FitzHug, Massey and Piercy, 2011; Mele, 2011; Zhou, Zhuang and Yip, 2007). Despite the modest increase in understanding business conflict (Skarmeas, 2006; Massey and Dawes, 2007; Finch, Zhang and Geiger, 2013), the conceptual and empirical examination of uncertainty, opportunism and tension has continued to remain somewhat neglected. The second group of studies appears to be more focused on the dark or negative side of relationships, with specific reference to the development of relationships over time. Moorman, Zaltman and Deshpande (1992) for example, were among the first to claim there is a dark side of long-term relationships that dampen the positive influence of relational constructs like trust. While the findings of Moorman et al. (1992) were later confirmed by Grayson and Ambler (1999), Barnes (2005) discovered in a dyadic context, that some negativity is more likely to occur in mid-term rather than long-term relationships, as some degree of complacency creeps in to such relationships. Research examining the dark side of relationships is scant and very little has been concluded on how such effects can influence future relationship dynamics. The dark side of relationships do not only exist at the organizational level between firms, some studies also point out the significance of studying the dark side of personal relationships amongst managers of established networks or between different personnel i.e., sales and marketing, marketing and production, marketing and finance etc (Gu, 2008; Villena, Revilla, and Choi, 2011). Against this backdrop, the special issue solicits articles that advance our understanding of the dark side of business relationships, looking especially at the management of uncertainty, opportunism and tension etc. This special issue is designed with a view to widening the frontiers regarding the negative aspects of business relationships and we welcome papers discussing the dark side of relationships from both organizational and interpersonal levels i.e., between channel members, buyers and suppliers, clients and service providers, as well as their greater potential network implications. The chosen papers will provide substantial advancement to existing theories and frameworks, and importantly, advance conceptualizations and perspectives on the real problems underlying these phenomena. The following is an illustrative list of themes and questions that contributors may consider: How the dark side of relationships influence the bright sides? Comparisons between the dark and the bright sides of business relationships; A comprehensive review of the dark side variables and their causes; Measurement of dark side business relationships; Concerns, issues and challenges faced by businesses in managing the dark side of relationships; Regulatory, social and ethical challenges faced by the dark side of relationships; How the dark side of personal relationships between key actors influence business relationships between and/or amongst organizations; To what extent the dark sides of relationships impact performance, value co-creation and competitiveness? When and how relationships start deteriorating, from a longitudinal perspective?

References:
Anderson, E. and Jap, S. D. (2005). “The dark side of close relationships,” MIT Sloan Management Review, 46(3), 75-82.
Barnes, B. R. (2005) “Is the Seven-Year Hitch Premature in Industrial Markets,” European Journal of Marketing, Vol. 39, Issue 5/6, pp. 560-581.
Fang, S., Chang, Y., Peng, Y. (2011). “Dark side of relationships: A tensions-based view,” Industrial Marketing Management, 40(5), 774-784.
Finch, J., Zhang, S. and Geiger, S. (2013). “Managing in conflict: How actors distribute conflict in an industrial network,” Industrial Marketing Management, available since 16 Aug. 2013.
Gaski, J. (1984). “The theory of power and conflict in channels of distribution,” Journal of Marketing, 48(3), 9-29.
Grayson, K. and Ambler, T. (1999), “The Dark Side of Long-Term Relationships in Marketing Services”, Journal of Marketing Research, Chicago, February, Vol. 36, No. 1, pp. 132-141.
Gu, F. F., Hung, K., & Tse, D. K. (2008). “When does Guanxi matter? Issues of capitalization and its dark sides,” Journal of Marketing, 72(4), 12-28.
John, G. (1984). “An empirical investigation of some antecedents of opportunism in a marketing channel,” Journal of Marketing Research, 21(3), 278-289.
Massey, G. and Dawes, P. (2007). “The antecedents and consequence of functional and dysfunctional conflict between marketing managers and sales managers,” Industrial Marketing Management, 36(8), 1118-1128.
Mele, C. (2011). “Conflict and value co-creation in project networks,” Industrial Marketing Management, 40(8), 1377-1385.
Meunier-FitzHug, K., Massey, G. and Piercy, N. (2011). The impact of aligned rewards and senior manager attitudes on conflict and collaboration between sales and marketing, Industrial Marketing Management, 40(7), 1161-1171.
Moorman, C., Zaltman, G. and Deshpande, R. (1992), “Relationships Between Providers and Users of Market Research: The Dynamics of Trust Within and Between Organizations”, Journal of Marketing Research, Vol.XXIX, August, pp. 314-328.
Skarmeas, D. (2006). “The role of functional conflict in international buyer–seller relationships: Implications for industrial exporters,” Industrial Marketing Management, 35(5), 567-575.
Villena, V. and Revilla, E. and Choi, T. (2011). “The dark side of buyer-supplier relationships: A social capital perspective,” Journal of Operations Management, 29(6), 561-576.
Zhou, N., Zhuang, G. and Yip, L. (2007). “Perceptual difference of dependence and its impact on conflict in marketing channels in China: An empirical study with two-sided data,” Industrial Marketing Management, 36(3), 309-321.»

09 dezembro 2014

Descobriram-me a garagem



«Uma descoberta que tem sido comentada por todo o mundo. 60 luxuosos clássicos, avaliados em cerca de 15 milhões de euros [...] foram encontrados numa quinta francesa, onde estiveram abandonados durante meio século. O verdadeiro jackpot foi um Ferrari 250 GT SWB California Spider, que pertenceu aos astros do cinema Gerard Blain e Alain Delon, e que está avaliado em mais de 10 milhões de euros, dada a sua raridade – um de apenas 37 exemplares. Na quinta no oeste francês encontrou-se ainda um Talbot-Lago, que outrora pertenceu ao rei egípcio Farouk. [...]» (Jornal dos Clássico, 8 de dezembro de 2014)
A fotografia abaixo exibe o Ferrari que vale dois terços da colecção (clique nas fotos para aumentar). Mas o Maserati A6G 2000 Gran Sport Frua que tem as cores dos antigos táxis portugueses também tem o seu encanto. Todos eles serão vendidos no dia 6 de fevereiro de 2015.

08 dezembro 2014

Proposta de dissertação


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Para os candidatos a mestre em Marketing e Estratégia pela Universidade do Minho, decorre amanhã um seminário de preparação da proposta de dissertação, dissertação esta que, em circunstâncias normais, se iniciará em setembro de 2015. Se é demasiado cedo para pensar nisto?! Não, de maneira nenhuma. Antes pelo contrário.

07 dezembro 2014

Mas afinal que livro estás tu a ler?!


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Por estas bandas está-se em vias de terminar o segundo volume da trilogia O Século de Ken Follett. Deste popular autor nunca tinha lido nada (excepto obviamente o primeiro volume) mas a simplicidade como conta a história até agrada. À medida que leio, cada vez me convenço mais que é um autor que está para a literatura como as séries de televisão estão para o cinema: mais light, histórias mais arrastadas e demoradas, alguma previsibilidade no argumento, mas ainda assim histórias bem contadas e com qualidade. Estou ainda a terminar o segundo volume, mas nesta trilogia em que cada volume chega às largas centenas de páginas, fica de facto a mesma sensação das temporadas das séries de TV: há episódios, para não dizer algumas temporadas inteiras, que estão ali a mais, a fazer render o peixe, assim como quem enche chouriços. É uma opção deliberada mas discutível. Por isso mesmo, antes de saltar para o terceiro volume, vai fazer-se uma incursão em Turgueniev. Afinal de contas, apesar do sol, o inverno está aí próximo. E com ele um clássico da literatura russa.

05 dezembro 2014

Mais na caderneta

No decorrer duma apresentação em aula, um estudante saiu-se com esta tirada: «Como todos nós sabemos, os clientes são a principal fonte de receita das empresas. A não ser nas empresas dos amigos do Sócrates». Ipsis verbis, sem tirar nem pôr! Alguns estudantes são assim mesmo: saem-lhes as coisas com naturalidade e deixam o professor e toda a turma com um sorriso estampado no rosto. A estudantes inteligentes, com sentido de humor, e que nos põem a reflectir sobre a natureza dos mercados, para além de serem citados, apetece lançar-lhes um mais na caderneta.

04 dezembro 2014

Quem nos protege da DECO?

Não é inédito a DECO não cumprir o seu papel de Defesa do Consumidor e virar ela própria uma entidade com práticas condenáveis na relação com esses mesmos consumidores. Não é sequer preciso lembrar contratos recentes que ela promoveu retirando daí proveito questionável e que suscitaram imensa polémica no país. As abordagens como esta aqui em baixo não são raras mas era suposto haver um bocadinho de maior recato e não ter práticas que provavelmente ela própria condena às empresas.


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03 dezembro 2014

Universo



Foi deveras curiosa e significativa, a inflexão na linguagem dos media sobre umas buscas em curso. E tantas buscas que se fazem por estes dias em Portugal! Mas referia-me a uma inflexão: onde anteriormente havia buscas no Banco Espírito Santo passou a haver buscas no Grupo Espírito Santo. Compreensível. Mas há dias reparei - e o leitor deve também ter reparado - que agora elas se estenderam ao Universo Espírito Santo, assim chamado. O que, imagina-se, deve incluir todas as estrelas, planetas e galáxias. Convenhamos que buscar no universo, ainda por cima dum Espírito Santo, não deve ser coisa fácil. Paz na terra aos homens por ele amados!

02 dezembro 2014

Eu também não


Clique para aumentar. Capturado na província.

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