30 agosto 2015

Desconcertos

Termina amanhã a pré-venda de bilhetes para o SEMIBREVE - Festival de Música Eletrónica e Digital. Ao que parece, se comparado com o preço a pagar a partir de 1 de setembro (30 Euros), a antecipação (25 Euros) garante uma economia de cinco euros. Qualquer coisa como duas ou três cervejas; nada desprezível.

No cartaz deste ano estão previstos 12 nomes, oito dos quais já confirmados, que passarão por Braga entre 30 de outubro e 1 de novembro próximo. Os confirmados são Dopplereffekt, Vessel + p.ma, Roedelius + guests, Klara Lewis, Takami Nakamoto & Sebastien Benoits, Peder Mannerfelt, Oren Ambarchi, e Heatsick. Tudo nomes estranhos, certo?

Pode conferir as sonoridades esperadas na seguinte lista que foi captada no sítio galego Desconcierto. É caso para aguardar por bons desconcertos.

28 agosto 2015

26 agosto 2015

Bolsas sem estudo

O Jornal de Notícias informa hoje, que «desde 25 de junho que os estudantes do Ensino Superior se podem candidatar a uma bolsa de estudo. Mas só agora é que os serviços de ação social de universidades e politécnicos conseguiram ter acesso à plataforma de bolsas e proceder à análise dos requerimentos.»



Como, naturalmente, a análise destes processos pode ser demorada - que mais será de esperar se o próprio acesso à plataforma se atrasou dois meses? - é de crer que, uma vez mais, esta incerteza será um dos fatores a perturbar o início do ano letivo de muitos estudantes e indiretamente dos seus colegas e professores.

Infelizmente, muitos estudantes fazem depender o prosseguimento dos seus estudos de uma bolsa, fenómeno que me parece particularmente relevante ao nível dos mestrados. Isto significa que na prática muitos estudantes iniciam o ano na incerteza e sem o empenho que se lhes exige porque, pura e simplesmente, fazem depender esse empenho duma bolsa. Mais tarde, talvez lá para novembro, dezembro ou mais tarde ainda, assistiremos ao cancelamento da inscrição de alguns desses estudantes precisamente porque não obtiveram bolsa. Aqueles que obtiverem bolsa seguem alegremente os seus estudos mas, ainda assim na incerteza do que os espera no próximo ano letivo. Ora, como um grau de ensino requerer obrigatoriamente mais do que um ano de estudos, pode imaginar-se a incerteza que nos rodeia a todos.

Adoção de tecnologias

Vítor Hugo Cortez Carvalho Ferreira estudou a adopção de tecnologias no setor alimentar e concluiu com minha orientação a dissertação de mestrado intitulada precisamente Estudo da Adoção de Tecnologias pelas Micro e Pequenas Empresas de Retalho Alimentar que se resume:

«Nesta dissertação, é elaborado um estudo sobre a adoção de tecnologias pelas micro e pequenas empresas de retalho alimentar em Portugal. A tecnologia é um conjunto de mecanismos e procedimentos que geram efeitos no nosso modo de vida. É então de esperar, que a adoção de tecnologias, gere efeitos também nas empresas. Mas para que seja possível a adoção de tecnologias é necessário ultrapassar alguns obstáculos, a que chamamos barreiras à adoção de tecnologias. Para melhor conhecer a especificidade da adoção de tecnologias neste setor, foram recolhidos dados quantitativos através de um inquérito por questionário. Este foi enviado a 1207 contactos válidos de micro e pequenas empresas de retalho alimentar em Portugal, tendo-se obtido 92 respostas válidas. Na presente dissertação, é elaborada a análise estatística das tecnologias adotadas entre os anos de 2010 e 2014, e a pretensão de adotar tecnologias no decorrer do ano de 2015, avaliando os seus impactos, os motivos e as barreiras. Foi possível concluir que as micro e pequenas empresas de retalho alimentar em Portugal não adotam tecnologias de uma forma planeada. Essa adoção é impulsionada por pressões externas (clientes, fornecedores e governo). As tecnologias de informação são as mais adotadas pelos inquiridos, no sentido de tentar resolver os problemas do dia-a-dia, procurar oportunidades nos mercados em expansão, aumentar o seu volume de vendas, assim como a competitividade e angariação de novos clientes. Existe também uma preocupação por parte das empresas na adoção de tecnologias relacionadas com a existência de cartões de cliente ou de débito/crédito, com vista a implementar um sistema de cartões para melhor servir o cliente, tornando-se ainda numa importante ferramenta para a estratégia da empresa.»

24 agosto 2015

22 agosto 2015

Não ligues!

Reparei nas ruas de Braga que a NOS está com uma campanha publicitária carregada de mupis com a imagem de jogadores de futebol famosos. A campanha tem por base o início de mais uma temporada do campeonato de futebol, agora chamado Liga NOS. Até aqui tudo bem, mas daí a encher as paragens de autocarros de Braga com a cara de jogadores do Vitória de Guimarães ou do FC do Porto, vai uma grande distância. Depois admiram-se que os mupis apareçam vandalizados!

20 agosto 2015

18 agosto 2015

Ártico

Já me referi a esta prova de ciclismo há dias. Mas volto a faze-lo para reiterar que, quanto mais não seja, a Artic Race of Norway, cuja terceira edição terminou esta semana, valeu bem a pena pelas magníficas paisagens que nos proporcionou. Foi também notável a forma como os noruegueses se envolveram e saudaram um evento que, ao que julgo pelo número de edições, não tem uma verdadeira tradição no país, embora saiam da Noruega ciclistas de topo do pelotão internacional da modalidade.



Ora, isto deixa-me a pensar porque é que em Portugal nós não somos tão expansivos com a nossa prova maior de ciclismo, apesar da volta a Portugal ter um historial de décadas e ser bastante acarinhada. Porque será? Não creio que o nosso feitio de povo reservado o justifique pois, na verdade, não me parece que sejamos mais macanbúzios que os noruegueses. Porque será?

17 agosto 2015

Marcador



«Neste romance, Coetzee oferece-nos uma profunda meditação sobre o que faz de nós humanos e o que significa envelhecer, reflectindo no modo como vivemos as nossas vidas. Como todas as grandes obras literárias, O Homem Lento levanta questões mas raramente oferece respostas. Em consequência de um acidente, Paul Rayment altera a perspectiva que tem da vida e começa a dedicar-se ao género de preocupações universais que nos definem a todos: O que significa fazer o bem? O que é que nas nossas vidas é, em última análise, significativo? É mais importante que alguém nos ame ou que alguém se interesse por nós? Como definimos o local a que chamamos «casa»? Na sua voz lúcida e firme, Coetzee debate-se com estas problemáticas. O resultado é uma história profundamente comovedora, sobre o amor e a mortalidade, que deslumbra o leitor em cada página.»

16 agosto 2015

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