31 julho 2015

Repórter X - 012

Nesta entrada faz-se uma referência a cinco restaurantes disponíveis à volta do Apartamento na Quinta do Lago, dois em Loulé e três em Faro. Estes restaurantes complementam um outro que foi anteriormente referido neste blogue.

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Chefe Branco - Rua de Loulé, 9, Faro. Menu variado em carne e peixe. Vinhos escassos mas com alguns dos mais populares a bom preço. O serviço de atendimento parece simpático mas deficiente. Escolheu-se uma acertada espetada de quatro camarões tigre com bacon, um bife de atum honestamente preparado e uma picanha, dita tropical. A torta de alfarroba com laranja foi também uma escolha acertada. Esta primeira visita é para repetir, tanto mais que oferece um menu prometedor.

Flor da Praça - Rua José F. Guerreiro, 44, Loulé. Grelhados saborosos a preço imbatível. Experimentou-se um sargo, sardinhas, costeleta de porco, e entremeada. Carne bem temperada e melhor preparada. Peixe fresco excelentemente grelhado, no ponto certo. A salada mista e sobretudo os carapaus grelhados de entrada, quando servidos, dão um toque de distinção. Das sobremesas experimentadas - melão e um fraco bolo de alfarroba - salvou-se a fruta. Nas bebidas limitou-se a escolha a cerveja e refrigerantes. Estamos perante um restaurante popular que parece uma escolha acertada para comer sardinhas.

O Grego - Rua Eng. Duarte Pacheco 116, Loulé. Serviço muito deficiente apesar da simpatia do proprietário, o tal grego. Não existe lista pelo que não restou alternativa senão experimentar o menu proposto. Este menu incluiu algumas entradas e dois pratos. O único que se aproveitou foram umas corgetes assadas no forno bem como um queijo Feta corrente, também ele escaldado no forno. Contudo, apesar destas parcas excepções, no geral, a comida é uma completa desilusão. Este Grego não possui cozinha mas sim uma série de improvisos a raiar a desonestidade, algo que já se tinha compreendido na refeição e que ficou mais cristalino no momento em que se acertaram contas e se pediu recibo. Apesar do espaço do pequeno pátio ser agradável, definitivamente não se recomenda e deve ser evitado.

O "Gimbras" - R. Gen. Teofilo da Trindade, 3, Faro. Esotérico é a primeira palavra que me ocorre. Experimentou-se a cataplana de peixe que se ficou pela mediana. O pernil à antiga estava excepcionalmente saboroso, mas o acompanhamento (quatro batatas assadas e duas fatias de laranja) foi decepcionante. A sala principal da entrada é também ela decepcionante. O serviço é pobre e pouco profissional. Carta de vinhos escassa e desactualizada. Sobremesas inexistentes.

Taska - Rua do Alportel 38, Faro. Espaço curto e apertado com comida algarvia em que se destaca o arroz de berbigão e o caril de gambas, opções que se mantêm imutáveis há largos anos no cardápio. São opções seguras mas que necessitam de ser reforçadas com outras opções. Durante a semana, ao almoço serve diárias. Um clássico a visitar periodicamente.

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Em síntese: um restaurante com qualidade na confecção da comida (Chefe Branco, Faro) recentemente descoberto e a explorar; um outro com traços populares e comida saborosa (Flor da Praça, Loulé); um terceiro que foi uma completa desilusão, mediocre mesmo (O Grego, Loulé); um outro com muita parra e pouca uva que também não se recomenda (O Gimbras, Faro); e, finalmente, um clássico das visitas ao Algarve que não oferece surpresas e aposta em pratos seguros (Taska, Faro).

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

29 julho 2015

Grand Blanc





26 julho 2015

Repórter X - 011

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A coluna de hoje debruça-se sobre uma piscina. A piscina do Victory Village Club, na Quinta do Lago, onde se escrevem estas linhas com o apoio duma rede Wi-Fi a funcionar com eficiência há aproximadamente um ano.

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Esta é uma piscina excepcional. Já foi vista cheia e vazia de água, limpa e suja, saturada de gente e sem ninguém, de dia e de noite, à tarde e de manhã, com portugueses e estrangeiros.

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No leque das funcionalidades, aquilo que mais se destaca são os três tanques que a tornam útil para qualquer idade. O tanque mais pequeno, aquele mesmo que possui o chafariz, com o seu 0,5 metro de altura é particularmente adequado para bebés e para os mais pequenos. Não há pequenote que não queira brincar com o repuxo da água. O segundo tanque é maior em extensão mas ainda assim também só serve para os mais pequenos, embora os maiores também lá possam brincar e chapinhar com a água! Finalmente, o maior tanque começa com uma altura de 1,3 metros e vai até aos três metros de altura.

Em área, a piscina não é grande - antes pelo contrário, em época alta pode ter algum movimento que recomendaria uma ampliação -, mas cumpre muito bem a sua função como piscina de recreação. Caso o nadador deseje dar expansão às suas braçadas, esta não é naturalmente a piscina mais adequada, a não ser que a utilize logo de manhã, altura em que está vazia.

Ainda em termos de funcionalidades, os apoios de camas e guarda-sóis são generosos e confortáveis bem assim como o bar, apesar deste funcionar somente em época alta. A estrutura deste bar é pequena mas cumpre plenamente o seu papel satisfazendo necessidades básicas. Não espere fazer uma refeição generosa mas a oferta disponível, incluindo uma série de saladas e o desenrascado bitoque, entre outras ofertas, serve para alimentar apetites básicos.

Este ano foram retiradas meia-dúzia de mesas e cadeiras em plástico horríveis, sendo substituídas por equivalentes com design italiano. Foi também acrescentada uma área junto do bar com deck próprio (foi-nos explicado que existem três tipos de decks, sendo que este, dito deck cerâmico, é o melhor), toldo e algum mobiliário daquele que agora se usa. Talvez não tivesse gasto os 5000 euros que estavam orçamentados para o efeito no condomínio, mas admito que estas pequenas melhorias façam falta e acrescentem valor.

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De resto, assinala-se o excelente cuidado que é colocado para que esta piscina esteja sempre impecável pois manter uma estrutura destas o ano inteiro não é fácil nem barato. Os próprios jardins e árvores a volta criam um efeito de resguardo, privacidade e protecção do vento que tornam o espaço imensamente aprazível. Mesmo quando na praia, ali ao lado, está algum vento, aqui não se faz sentir.

Este é inegavelmente um dos melhores sítios que existem para não fazer nada, a não ser que apeteça escrever algo a recomendar o seu usufruto.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

24 julho 2015

A delicadeza do desempenho

Acaba de se saber que no último trimestre, a Apple vendeu 47,5 milhões de iPhones! Ora, se a matemática não nos falha, isto dá mais de meio milhão de telemóveis vendidos por dia. Para um único produto de uma única marca. Significa isto um crescimento de 35 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, parece que os investidores não ficaram satisfeitos e penalizaram os títulos da empresa. Simplesmente porque a expectativa estava nos 50 milhões, um objectivo não atingido. O que mostra que as matérias relacionadas com o desempenho são sempre delicadas.

Repórter X - 010

A sugestão que se segue é adequada para os amantes de caminhadas. Trata-se de um trilho junto da vila de Melgaço. Quando o fiz fiquei a conhece-lo por Trilho das Pesqueiras, embora o Município de Melgaço o intitule de Percursos Marginais do Rio Minho. Começa precisamente na Alameda Inês Negra, na vila de Melgaço. Possui aproximadamente seis quilómetros que se percorrem num período de aproximadamente duas horas.

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Para uma melhor caraterização do percurso, nada melhor do que recorrer às palavras do material de promoção do trilho: «A partir do centro da Vila o percurso desenvolve-se pela encosta das Carvalhiças, através de arruamentos existentes pela encosta das Carvalhiças, cruzando o regato Rio do Porto na Ponte Pedrinha. Segue-se um pequeno troço em que o trajecto coincide com a Avenida 25 de Abril, que estabelece a ligação ao Centro de Estágios. Chegado a este ponto, o percurso atravessa o coração do Centro de Estágios até atingir o pinhal, junto à área técnica da Piscinas Municipais Descobertas, onde se inicia um tramo de 150ml em caminho de terra e pedra. De seguida o trilho segue sobre o trajecto de uma antiga levada de água, actualmente desactivada, através de um passadiço em madeira com cerca de 1500ml de comprimento e 1,2m de largura. Este passadiço desenvolve-se na encosta do rio Minho e permite aos utentes apreciar as magnificas vistas sobre o património natural do rio Minho e a sua envolvente directa. O passadiço termina numa pequena área de lazer, seguindo o trilho, também na encosta do rio Minho, até ao Centro Hípico de Melgaço através de caminho em saibro. A partir deste ponto o trilho desce até à Veiga de Remoães, atravessando aquela zona agrícola. Finalmente, depois de entrar no núcleo urbano de Remoães, o trilho segue até à entrada norte das Termas do Peso pela zona da Folia, onde termina.»

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É um trilho de baixa dificuldade no qual destaco três pontos principais. O primeiro ponto de interesse é naturalmente o da partida, na bonita vila de Melgaço. Depois, a meio do percurso, o rio - agreste e deslumbrante - vê-se a partir do passadiço em madeira em zona alta que nos vemos obrigados a percorrer. Nessa zona são também visíveis algumas pesqueiras, património histórico e simbólico duma atividade que, apesar de ter vivido melhores tempos, ainda se vai praticando de forma residual e amadora. Finalmente, o terceiro grande ponto de interesse, no final do percurso, são as Termas de Melgaço, recentemente revitalizadas e abertas ao público depois de imensos anos de relativo abandono.

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Pela sua originalidade e pela forma como foi desenhado, captando vários pontos de interesse (outros existem para além daqueles que destaquei), este é um trilho que vale a pena percorrer.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

23 julho 2015

Marcador



«Em Trás-os-Montes «vivem» quatro crianças, no coração de uma aldeia com duas igrejas, dois cemitérios, duas estações ferroviárias e um comboio a vapor que faz a sua última viagem. Numa zona de fronteira situam-se as hortas, as devesas, os lameiros e os palheiros onde o gado passa a noite. As crianças, com demasiado tempo livre depois das aulas, ficam na rua até ao anoitecer e as sombras ocupam-lhes os pensamentos. Nessa altura, as distracções dos adultos tomam a forma de desejos perigosos. É então que podem ser tentadas a ultrapassar a imitação e pretender consumar actos de adulto, como conduzir um automóvel, fumar um cigarro, aceder à literatura para adultos, atear um incêndio ou realizar um funeral. De leitura apaixonante, este é um romance surpreendente que conjuga de forma magistral a ruralidade, os anseios íntimos e aquilo que de universal existe na alma humana. Uma verdadeira grande revelação.»

21 julho 2015

19 julho 2015

Resultados de verão

A adopção de tecnologias por parte das micro e pequenas empresas de retalho alimentar é o tema que ocupou Vitor Ferreira (Mestrado em Economia Industrial e da Empresa, Universidade do Minho) no último ano, enquanto Filipa Guimarães (Mestrado em Marketing e Estratégia, Universidade do Minho) estudou afincadamente a ligação afetiva dos consumidores com as marcas dos festivais de verão. São duas dissertações que estão concluídas e em vias de submissão nas próximas semanas.

17 julho 2015

Erasmus

A propósito de burocracias típicas de fim de ano letivo, acabo de ter uma conversa aqui na escola com a international relations officer - acho que é assim que se chama - que confirma as suspeitas que acumulei com anos de experiência junto de estudantes Erasmus: há hoje por essa Europa fora uma tribo de estudantes que beneficiam do financiamento comunitário para estudar noutro país. Acontece que esses estudantes de proveniências cada vez mais remotas vão para outros países e uma parte significativa deles faz tudo menos estudar.

Dispenso-me de contar aqui os episódios anedóticos que muitos deles provocam junto dos professores - recordo-me por exemplo de um estudante que entendia que o devia passar como sinal de gratidão por ele ter vindo para Portugal para conhecer a nossa cultura!

Em alguns casos, a coisa vai a tal ponto que, incomodada com a atitude de muitos deles, a minha colega desabafa e diz que não é uma agência de viagens ao que eu lhe respondo que não sou piloto de aviões, embora não me importasse. Há estudantes que não percebem isso. Ainda assim temos que lhes preencher os papéis e fico estupefacto a olhar para pautas com nomes como Kamil, Nana e Teona que não faço ideia quem sejam.

15 julho 2015

Ano novo

Depois de alguns meses em preparação, 2015-2016 arranca já esta sexta-feira. Sim, leu bem: 2015-2016 é lançado esta semana para alguns estudantes.

13 julho 2015

Professional electronic sports

Intitula-se Business Models in Professional Electronic Sports Teams, é da autoria de João Pedro Brito Cício de Carvalho, e foi orientada por mim. A defesa ocorreu recentemente no âmbito do Mestrado em Marketing e Estratégia da Universidade do Minho. Resume-se:

«Since the beginning of the century, a new form of competition has surfaced through the use of computer technology and global communications. Over these recent years the competitive play of video games, dubbed as electronic sports, or simply esports, has grown from a pastime to a fully professional activity. From all over the world, hundreds of players battle each other in virtual arenas for a chance to reach the millionaire prize pools the top competitions offer, and for the amusement of the millions of the fans who follow them. Not to mention, for a chance to play in some of the biggest sports venues, as these competitions have started to step out of the digital realm to fill live stadiums. Still, despite the fact that esports have grown so much in the latest years, not much is known about the teams that compose this universe. So, this research aimed to bring clarity to how electronic sports teams work, by using business models as conceptual tools to display the different elements of the team’s businesses. To do so, sports and esports managers were interviewed in order to better understand how they run their teams. Starting with traditional sports, identifying the essential details that teams need to operate and building their business models, and then moving to esports, where business models were not only identified, but also improved. Additionally, three generic business models were designed for teams with different objectives and in different organizational levels. Moreover, this research also identified common elements between sports and esports, as well as the main catalysts behind the esports success.»

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