25 maio 2015

SoundCloud with selected painting #006



On the beach, Zinaida Serebriakova, 1927

23 maio 2015

Repórter X - 006

A Festa da Coca celebra-se na quinta-feira, dia do Corpo de Deus, em Monção. Como consequência do fim deste feriado nacional, a festa viu o seu momento mais popular - o combate entre a Coca e São Jorge - transferido para o domingo seguinte, este ano agendado para 7 de junho.

O programa da festa tem outros eventos, mas é sobre a luta entre São Jorge e a Coca que quero falar. Depois da procissão solene do Corpo de Deus, o combate decorre no Souto, numa espécie se anfiteatro natural. De um lado, a Coca - dragão movimentado por homens; do lado oposto, São Jorge, representado por um cavaleiro.

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O combate costuma ser relativamente curto e pode até ter alguns momentos exasperantes, sobretudo quando o cavalo de amedronta com o dragão, quando este tem pouca genica ou quando ambos se estudam um ao outro em demasia sem afrontas. Não devem ser esperados momentos de grandes cavalgadas ou um combate glorioso carregado de êxtase mas antes tentativas pensadas em que São Jorge procura enfiar a lança na boca da Coca e cortar-lhe as orelhas, enquanto esta persegue e amedronta São Jorge e o cavalo.

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Segundo a lenda , quando São Jorge ganha, o ano agrícola é fértil; quando é a Coca que vence o ano agrícola é mau. Diz-se que o povo está do lado de São Jorge. Mas confesso que tenho uma secreta simpatia - talvez uma malvada preferência - pela Coca, dragão que muito raramente vence São Jorge. Lá no fundo, embora o povo deseje que o ano seja bom, também nutre um especial carinho pela Coca, afinal de contas um ex-libris de Monção.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

21 maio 2015

Добро пожаловать! Ласкаво просимо!

Inovação em Portugal

O artigo Firm Innovation and Co-Location in Portugal da autoria de Ana Paula Faria, Natália Barbosa e eu próprio acabou de ser publicado na edição online da revista Growth and Change. Conforme sugere o seu título, o artigo analisa a distribuição e a concentração geográfica da inovação em Portugal.

«This paper investigates the geographical distribution and concentration of firms’ innovation persistence and innovation type (product and process) based on three waves of the Portuguese Community Innovation Survey data covering the period 1998–2006. The main findings are: 1) both innovation persistence and innovation type are asymmetrically distributed across Portuguese regions, 2) the degree of correlation between geographical location and innovative output varies with the innovation type, and 3) the correlation between geographical unit and innovation increases when the spatial unit of analysis is narrower. The results suggest that the firms’ choices of geographical location have a long-lasting effect, engendering no equal probabilities of being persistently innovative.»

20 maio 2015

19 maio 2015

Já sabia

«Um estudo da London School of Economics conclui que os alunos são melhores quando o uso de telemóvel é banido nas escolas» (Expresso, 19 de maio de 2015). Percebem agora porque, por norma, não permito o usos destes artefactos na sala de aula?

18 maio 2015

Marcador



«Passado na Pensilvânia, num cenário de grande beleza mas economicamente destruído, é um livro sobre a perda do sonho americano e do desespero - bem como da amizade, lealdade e amor - que dela advêm. Esta é a história de dois rapazes ligados à cidade pela família, responsabilidade, inércia e beleza, que sonham com um futuro para além das fábricas e das casas abandonadas. Isaac English é deixado a tomar conta do pai depois do suicídio da mãe e de a irmã ter fugido para a universidade de Yale. Quando finalmente decide partir, acompanhado pelo seu melhor amigo, o temperamental Billy Poe, antiga estrela do futebol do liceu, são apanhados num terrível ato de violência que muda as suas vidas para sempre. Ferrugem Americana, evocativa dos romances de Steinbeck, leva-nos ao coração da América contemporânea num momento de profunda inquietação e incerteza quanto ao futuro. Trata-se de um romance negro mas lúcido e comovente, acerca da desolação que se bate com o nosso desejo de transcendência e acerca da capacidade salvadora do amor e da amizade.»

16 maio 2015

14 maio 2015

12 maio 2015

Repórter X - 005

Vale sempre a pena procurar circuitos alternativos que distribuam cinema com respeito pelo espectador e o poupe ao ruminar dumas quantas pipocas. O Cineclube de Monção tem cumprido esse papel desde meados da década de 1980, a que tem aliado outras iniciativas como é o caso de exposições de filatelia.

Desde os seus primórdios nas instalações do Teia Clube onde exibiu muito bom cinema - recordo-me por exemplo de um excelente ciclo dedicado a Werner Herzog a que assistimos menos de meia-dúzia de curiosos -, ao longo dos anos as suas projecções têm passado por outros espaços de que é exemplo a Casa do Curro. Do que se me é dado a observar, presentemente é o renovado Cine Teatro João Verde que recebe a sua programação. Não sei com que regularidade - talvez uma vez por mês em média, aqui e ali com alguns meses mais intensos e outros menos intensos.



A programação de maio e junho de 2015 está clara. Nestes dois meses, a principal sala de espetáculos de Monção inclui quatro filmes com a chancela do cine clube local, entre eles Viagem ao Princípio do Mundo do incontornável Manoel de Oliveira que será exibido depois de amanhã.

Para além da programação do cine clube, o Cinte Teatro parece fazer justiça ao seu nome e à sua história e projeta outros filmes. Fá-lo habitualmente no fim de semana, neste caso inseridos no circuito comercial regular. Entre as propostas em cartaz destaco o recente Mad Max - Estrada da Fúria (George Miller, 2015).

De entre todos estes filmes quero, contudo, assinalar aqui uma comédia dramática italiana que será exibida no dia 18 de junho pelas 21:30 horas. Não vi este Viva a Liberdade (Roberto Andó, 2013) mas possui seguramente um argumento atrativo e muito atual. Em ano eleitoral, e com toda a loucura à mistura que isso implica, recomendo este Viva a Liberdade. Vivamente.

«Em Itália, as eleições aproximam-se. As sondagens revelam resultados pouco animadores para o secretário-geral do partido da oposição, Enrico Oliveri. Depois de um debate, ele desaparece sem deixar rasto. A sua comitiva e a sua mulher tentam encontrá-lo, mas é preciso fazer alguma coisa enquanto não o conseguem. Felizmente, Enrico tem um irmão gémeo, Giovanni. Infelizmente, ele acaba de sair do manicómio. Mas não há alternativa senão pô-lo no lugar do secretário e torcer para que ninguém perceba que ele está diferente. Esta tarefa é que se revela mais difícil. "Optimismo ao poder" passam a ser as palavras de ordem. A poesia entra na política. A proximidade com as pessoas aumenta. Mas a grande surpresa é esta: o discurso do político – supostamente, um louco – nunca foi tão lúcido, relevante e acutilante. Um filme dirigido por Roberto Andò, que parodia o sistema político italiano e questiona os contextos de crise. Andò também co-escreveu (em parceria com Angelo Pasquini) o argumento, que foi premiado pelo Sindicato Nacional Italiano dos Jornalistas de Cinema. O protagonismo está entregue a Toni Servillo, que interpreta os dois irmãos gémeos, contracenando com actores como Valerio Mastandrea (o assessor) ou Valeria Bruni Tedeschi (a mulher).»



Em síntese, sempre que passar por Monção, vale a pena espreitar a programação do Cine Teatro João Verde e estar atento às propostas cinematográficas do resistente Cineclube de Monção.

Repórter X, boa vida e sugestões à volta do Apartamento na Quinta do Lago (Almancil, Loulé) e da Casa da Toca (Sá, Monção).

11 maio 2015

Punk Marketing

O marketing é pau para toda a obra. Serve para tudo. É tão prolífica a utilização abusiva do termo que até chateia. Neste exemplo aparece associada ao Punk! Parece que sempre que alguém quer dizer algo e não sabe o que dizer, decide meter a palavra no meio.

Que raio, não lembraria a um Punk, quanto mais a um autor de um livro digno. Deveras mau para ser verdade. Lá terá o seu efeito. Prova-o o fato de até este blogue ter dado importância ao título.

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