Marcas de luxo

Acaba de ser agendada a prova em que Daniela Costa Rodrigues de Macedo Dias defenderá a dissertação do Mestrado em Negócios Internacionais da Universidade do Minho intitulada Estratégias de Marketing Internacional de Marcas de Luxo Portuguesas.



Nesta pesquisa pretendeu-se identificar as estratégias de marketing que os gestores de marcas de moda de luxo portuguesas podem adotar no seu processo de internacionalização. Centrou-se, desta forma, num domínio de pesquisa - o das marcas de moda de luxo - que apresenta inúmeras especificidades para mais tratando-se de um contexto, o de Portugal, no qual há grandes dificuldades para afirmar marcas de luxo no mercado internacional. Mas que há empresas e marcas a faze-lo, com mais ou menos sucesso, com mais ou menos dificuldades, lá isso há.

A Daniela Dias fez uma investigação em que, entre outras pesquisas, ouviu vários gestores destas marcas e chegou a conclusões que são deveras úteis, dando desta forma um contributo para melhor compreender a realidade estudada.

Como habitualmente, a prova pública decorrerá na Sala de Atos da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho no dia 6 de janeiro de 2017 pelas 9:30 horas. - 03|12|2016

Amazon expande oferta para PMEs portuguesas

A Amazon lança hoje mesmo a sua plataforma em português para as empresas nacionais que desejam comercializar os seus produtos através de um dos cinco sítios que a empresa possui na Europa (Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Itália).

O consumidor português não notará diferenças. Em rigor não se trata da entrada da Amazon no mercado de consumo em Portugal com uma Amazon.pt, mas antes uma oferta dirigida às pequenas e médias empresas (PMEs) portuguesas que anteriormente tinham de se inscrever num dos cinco sítios anteriormente mencionados e, desta forma, passam agora a dispor de uma plataforma em português para alojar as suas ofertas.



O movimento é em si significativo porque é o reconhecimento por parte do gigante norte-americano que existe em Portugal um potencial de fornecimento para os grandes mercados de consumo em que ele está presente. Tanto assim é que, de acordo com o Público, existem neste momento 1000 PMEs portuguesas que comercializam os seus produtos através da Amazon. O número em termos absolutos vale por ser redondo, não mais do que isso. Contudo, esse valor significa que Portugal é, nas contas da Amazon, o segundo país da União Europeia com mais PMEs por cada 100 habitantes, um indicador deveras interessante que faz com que o país seja, depois da Polónia e Holanda, países bem maiores, o terceiro a ter esta oferta para as suas PMEs.

Entre as categorias de produtos com mais potencial na oferta das PMEs portuguesas, a Amazon identifica, para além de alguma eletrónica de consumo, o têxtil, vestuário e alimentar. Embora se desconheçam os detalhes da oferta de serviços proporcionadas pela Amazon às PMEs, de acordo com o Público, a comissão mínima de intermediação cobrada pelo retalhista é de 15 por cento sobre o valor de venda. - 30|11|2016

A Alma dos Ricos


«A compra do carro que significava um padrão de cultura mais extasiada do que provida de aspirações, produzia a sensação de pequena vertigem, como a de andar de baloiço quando se é criança.» [2-273]

A Alma dos Ricos, trilogia de Augustina Bessa-Luis.

Questões sobre estratégia


  • «Os recursos, actividades e competências centrais da Microsoft dizem respeito ao desenvolvimento e comercialização de software de computação complexo. O seu maior recurso é a enorme base instalada do seu sistema operativo Windows.» Será que a entrada da Microsoft no mercado de consolas de videojogos (através da consola Xbox) indica que a sua estratégia está a afastar a empresa dos seus principais recursos e capacidades?
  • «Em 2006 a Disney completou a aquisição da empresa de cinema de animação Pixar por 7,4 mil milhões de dólares. O alto preço de compra reflecte a vontade da Disney em adquirir as capacidades e competências de animação da Pixar, o seu talento (animadores, técnicos e contadores de histórias), e a sua cultura de criatividade.» Quais os riscos que a Disney enfrenta na persecução dos objectivos desta aquisição?
  • Se tiver necessidade de planear um "workshop" sobre estratégia, sugira os participantes para esse evento e os papéis por eles assumidos no caso duma empresa que necessita de repensar a sua estratégia como consequência duma profunda crise.
  • No caso do sector da distribuição automóvel, analise de que modo as capacidades estratégicas que formavam a base da vantagem competitiva desta indústria/sector sofreram alterações ao longo do tempo. Porque é que se verificaram estas alterações? Em que medida se alterou a posição relativa e as forças de uns operadores em relação a outros ao longo do tempo?
  • «Illy, o fornecedor italiano de café de qualidade e de máquinas de café, está a lançar a nível internacional o café "gourmet".» Qual o conselho que daria a esta empresa afim de construir uma vantagem competitiva para enfrentar a liderança de mercado da empresa Starbucks?

Fonte: questões criadas e adaptadas por Vasco Eiriz a partir de conteúdos disponíveis em Grant, Robert M. (2010). Contemporary Strategy Analysis, 7/e, Wiley, Cambridge, MA, e Johnson, Gerry; Scholes, Kevan; Whittington, Richard (2008). Exploring Corporate Strategy, 8/e, Financial Times/Prentice–Hall, Harlow. O autor agradece o apoio dos estudantes de Tópicos de Estratégia Empresarial da edição de 2010-2011 do Mestrado em Economia Industrial e da Empresa, da Universidade do Minho.

Estante



Estante, selecção de livros de ensino e investigação em gestão estratégica, empreendedorismo e marketing recomendados pelo editor deste blogue.

Estante, a selection of books for learning and research in strategic management, entrepreneurship, and marketing recommended by the editor of this blog.

Ter um único cliente

Ter um único cliente é para muitas empresas a razão da sua existência. Para além de garantir a existência, um único cliente pode ser fonte de conforto e de ganhos seguros e estáveis. Até que um dia esse cliente pode mudar de vida e colocar em causa a existência da própria empresa.



A Castelbel, empresa que «concebe e comercializa produtos perfumados da melhor qualidade para a casa e para o corpo» é uma empresa desse tipo. De acordo com Aquiles Barros, fundador e administrador da Castelbel, em declarações ao programa Ideias & Companhias da RTP3, a empresa nasceu quase de um «acidente», acidente este que resultou da abordagem de uma empresa norte-americana que desafiou o fundador a fornecer-lhe sabonetes depois de se terem conhecido um pouco por acaso. Nasce assim a Castelbel no ano 2000 com a vocação de fornecer um único cliente em Nova Iorque. Até que em 2003 se dá o choque: o amigo americano deixa pura e simplesmente de comprar sabonetes.

Quando assim é, não é de um dia para o outro que uma empresa consegue reformular a sua estratégia e acomodar um choque destes. Provavelmente, numa circunstância destas, na maior parte dos casos uma empresa tem que fechar. A não ser que um misto de sorte e audácia abra novas oportunidades. Foi uma dessas circunstâncias - neste caso o aparecimento da gigante Inditex a adquirir sabonetes para a Zara Home - que permitiu a sobrevivência da Castelbel. Ainda assim, não se terá livrado do susto. E, ao que parece, aprendeu com o episódio.

Em 2006 inicia-se o que parece uma reformulação estrutural da empresa com a entrada de um novo sócio inglês e uma diversificação de produtos e mercados. Nos primeiros anos da sua existência - no tal período entre 2000 e 2003 - a empresa vendia aproximadamente 300 mil euros. Mas a contínua diversificação de produtos, mercados e clientes - entre as quais se assinala a curiosidade de só em 2008 ter iniciado atividade no mercado doméstico - fez com que hoje a empresa fature aproximadamente 7,5 milhões de Euros, 80 por cento dos quais no mercado externo, e empregue mais de 150 pessoas. O principal mercado continua ainda assim a ser o norte-americano com um valor superior a 20 por cento das vendas, seguido do mercado doméstico, onde a empresa reclama presença em 400 lojas. - 22|11|2016