2008-01-01

O ritmo do tempo e a industrialização da esperança

Miguel Gonçalves, co-autor da coluna Connectis deste blogue, enviou o seguinte trecho de Carlos Drummond de Andrade a propósito da mudança de ano:

«Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar, que daqui para diante vai ser diferente.»

Porque em detrimento de comemoraramos o fim-de-ano não o fazemos com o fim do mês, da semana, ou da década? Coisas do ritmo do tempo.

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