2008-04-23

Connectis

A CAF
Por Miguel Gonçalves

A Common Assessment Framework (CAF), cuja designação portuguesa é Estrutura Comum de Avaliação, resultou da cooperação de vários ministros da União Europeia responsáveis pela administração pública. Trata-se de uma ferramenta simples, tendo em vista auxiliar as organizações públicas a alcançar a qualidade no seu desempenho. O CAF baseia-se numa estrutura de auto-avaliação, conceptualmente semelhante aos modelos da gestão da qualidade total (TQM), direccionando-se para as organizações do sector público.

A concepção do modelo CAF assenta em nove critérios que correspondem a aspectos globais. Os primeiros cinco relacionam-se com os meios para atingir os resultados, a saber: liderança; gestão de recursos humanos; estratégia e planeamento; parcerias e recursos; e gestão dos processos e da mudança. Relativamente aos últimos quatro critérios, indicam o que a organização alcançou: os resultados. Estamos a falar de resultados orientados para o cidadão/cliente; resultados relativos às pessoas; impacto na sociedade e os resultados de desempenho chave.

Todavia, atingir a qualidade através do CAF significa utilizar técnicas de gestão de qualidade com o propósito de melhorar continuadamente a sua performance. Portanto, não se trata de um momento estático, mas sim de circunstâncias evolutivas. Ou seja, este modelo tem como vantagem, a discussão, a comunicação, a colaboração de diferentes colaboradores, a partilha de ideias, a sua própria auto-avaliação. A atenuação da subjectividade está claramente incorporada. É claro que toda esta panóplia colaborativa só vigora (que é o caso) na existência de uma visão organizacional "bottom-up", a consciencialização clara na comunicação dos objectivos e das estratégias de planeamento, a delegação de poderes, responsabilidades, diálogo e o profundo envolvimento dos colaboradores (empowerment). Toda esta panóplia de factores constitui meios para atingir resultados.

A CAF fomenta a inovação e a aprendizagem. Outro dos objectivos deste modelo é desenvolver um processo activo, contínuo, de aprendizagem e de inovação. Permite avaliar os pontos fortes de outras empresas; evitar e aprender com os erros de outras organizações; é o encontrar melhores formas de fazer as coisas. Aprendizagem e inovação são dois factores cruciais na Estrutura Comum de Avaliação.

Miguel Gonçalves, licenciado em Gestão de Empresas, pelo Instituto Superior de Línguas e Administração de Santarém; é Técnico Superior no Instituto do Emprego e Formação Profissional; possui um mestrado em Contabilidade e Administração promovido pela Universidade do Minho, onde apresentou a dissertação intitulada “Redes Institucionais de Conhecimento: Estudo de uma Rede na Indústria Têxtil e do Vestuário”.

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