2008-11-19

O estranho fenómeno ocorrido ontem no campus de Gualtar da Universidade do Minho

Ontem terminei o dia irritado. Não porque o ministro homologou finalmente os estatutos da universidade em que trabalho. A causa dessa irritação é mais prosaica e resulta do facto de durante longos períodos da tarde ter faltado a electricidade no campus de Gualtar da universidade. Os cortes foram feitos de forma intermitente por mais de meia-dúzia de vezes, resultando daí conquências indesejáveis em termos de produtividade e perda de trabalhos em curso. Nunca tal me tinha acontecido em tantos anos de casa mas ontem, confesso, foi verdadeiramente maçador. Não encontro explicação mais plausível do que os primeiros ensaios dos serviços técnicos para desligar a electricidade e encerrar a universidade durante a quadra natalícia, mas como não é prática da casa este tipo de interrupções sem aviso prévio, então talvez deva descartar esta explicação. Daí que não deva ser excluída uma outra explicação: a possibilidade de alguém estar a fazer a árvore de Natal e, quiçá, a sua iluminação intermitente se ter difundido e provocado efeitos em todo o campus. Obviamente, existe uma terceira explicação, avançada por alguém que conheço bem e justifica o fenómeno como uma espécie de acção comemorativa da homologação dos novos estatutos da universidade, notícia tornada pública à hora do almoço que talvez tenha gerado algum tipo de festividade popular à moda do Minho. Mas como eu creio que estes estatutos não irão contribuir sobremaneira para qualquer tipo de iluminação, então estou em crer que o estranho fenómeno ocorrido ontem pela tarde no campus de Gualtar da Universidade do Minho permanecerá um mistério insondável.

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