2008-12-02

A procissão segue dentro de momentos

Ainda a propósito da história de um relógio da Universidade do Minho que foi relatada há dias neste blogue, não faltará quem pretenda aprovar, muito provavelmente em conselho pedagógico, um extenso regulamento sobre o atraso e o adianto dos ponteiros dos relógios dos complexos pedagógicos. Se tudo funcionar normalmente como até hoje – e, no actual contexto estatutário da casa não há mudanças significativas no paradigma de funcionamento que indiciem o contrário – então é previsível que um qualquer presidente ou um dos inúmeros directores disto ou daquilo tenha um rasgo e lhe ocorra sugerir um tal regulamento. Com o apoio, evidentemente, da sua comissão directiva, traduzido na respectiva acta que será encaminhada para a entidade imediatamente acima na hierarquia. Se o presidente da entidade imeditamente acima na hierarquia engraçar com a sugestão, passados alguns meses reunirá o seu conselho que também se pronunciará, mas com pequenas emendas que justifiquem a existência do órgão. Será depois auscultado o senado que, consensualmente, votará por unanimidade a proposta a ser presente ao reitor para homologação. A homologação será feita depois de todos os ajustamentos jurídicos, aproximadamente um ano depois da sua nascença.

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