2009-05-15

Um caso de co-habitação

O Conselho Geral da Universidade do Minho não está ainda completo, mas a forma como ele e o Reitor da mesma universidade se relacionam está a tornar-se um caso de estudo sobre co-habitação. Explico-me.

Como o leitor depreenderá da interpretação aqui produzida aquando da tomada de posse dos membros eleitos do Conselho Geral, naquela altura o resultado ficou Reitor 1 - Conselho Geral 0. Olhando em retrospectiva, hoje estou convencido que não foi por acaso que faltaram áquela cerimónia, o cabeça de lista da lista vencedora em representação dos professores e investigadores (António Cunha) e, um outro membro da mesma lista que iria presidir temporariamente ao órgão em virtude da sua antiguidade na academia minhota (Margarida Proença). Ou seja, visto em retrospectiva, a ausência destes dois eleitos foi politica e simbolicamente correcta. Quem esteve na cerimónia deve ter saído dela com uma terrivel sensação de vazio (pelo menos foi isto que me aconteceu), convencido de que os que estiveram melhor foram aqueles que, tendo sido eleitos, faltaram à cerimónia.

Desde então, 16 de Março, passaram-se dois longos meses para escolher os membros a cooptar (primeira ilação: um processo destes tem que ser bem mais rápido). Um período de tempo demasiado longo que terminará esta segunda-feira, dia 18 de Maio, com a tomada de posse dos restantes membros do conselho. O que é agora significativo é que o Gabinete de Comunicação, Informação e Imagem (!) informa-nos que segunda-feira, novamente ao final da tarde, decorrerá a ... "Sessão Pública de Apresentação do Conselho Geral da Universidade do Minho". E perante este anúncio, produzido ontem tardiamente, pergunto-me:
  • A tomade de posse deixou de ser pública?
  • Quem vai dar posse aos membros cooptados? É novamente o Reitor?
  • Que sinais podemos nós extrair daqui?

A resposta a estas questões é importante não porque o simbolismo desta co-habitação seja o fundamental, mas porque, quer se goste, quer não, é nestes momentos que também ficamos a perceber o que nos pode reservar o futuro. E sobre o futuro fico-me para outra oportunidade porque a posta já vai longa.

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