2009-06-07

As minhas europeias

Portugal é de facto um país desorganizado. E isso vê-se nas mais pequenas coisas. Hoje comprovei-o uma vez mais. Apresentei-me nas urnas com o bilhete de identidade (BI), dispensando o cartão de eleitor, conforme decorre da legislação eleitoral. Ao chegar à Junta de Freguesia de Lamaçães, em Braga, estranhei que as mesas de voto continuassem organizados pelo ... número de eleitor! Estranhei, mas fui avante. Apresentei o bilhete de identidade mas, paradoxalmente, pedem-me o número de eleitor! Não o possuindo tive que dirigir-me a um outro serviço - raio de serviço este em dia eleitoral - para que através do BI, uma diligente funcionária identificasse o número de eleitor (que, assim, deu provas de continuar a exisitir) e o colocasse num daqueles papelinhos amarelos - qual substituto do cartão de eleitor - que juntou ao BI para me dirigir novamente à mesa de voto. Com tal surrealismo, vale sempre a pena perguntar se o cartão de eleitor e o respectivo número acabaram ou não. A questão é pertinente porque o novo cartão do cidadão deixa de contemplar este número. Em que ficamos, então? Será que no futuro terei sempre que procurar uma diligente funcionária que identifique o meu número de eleitor para o colocar num papelinho amarelo? Ou isto é mais um daqueles episódios a ilustrar que as coisas não se fazem, mas antes se vão fazendo. Aguardemos pelas próximas eleições, lá para Outubro, para tirar a prova.

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