2009-12-23

E quanto caberia receber a este blogue e aos restantes milhões de produtores de conteúdos?

A política portuguesa está actualmente atacada por uma fúria pretensamente socialista e redistributiva que, sob o manto duma classe dirigente fraca com os fortes e forte com os fracos, não faz mais do que agravar os fossos existentes entre previligiados e desprotegidos. E os disparates são tantos que até incomóda. Aqui está mais um desses disparates: «O presidente do Observatório da Comunicação (Obercom) sugere a criação de uma taxa a pagar na factura do serviço de internet como alternativa ao pagamento pelo acesso a conteúdos online. A ideia, avançada por Gustavo Cardoso em entrevista à Lusa, seguiria um mecanismo semelhante ao da Contribuição para o Audiovisual que consta na factura da electricidade, sendo que as receitas seriam depois distribuídas pelos produtores de conteúdos. Para o responsável do Obercom esta poderá ser uma opção para os órgãos de comunicação social que equacionam cobrar pelos conteúdos que disponibilizam na internet, já que a cobrança directa poderá implicar perda de leitores. “Não conheço nenhum estudo em Portugal sobre esta questão mas se na factura da internet de casa um euro for destinado a compensações para entidades que produzem os conteúdos, talvez seja mais rentável do que o pagamento directo”, afirma, citado pela Lusa.» (Meios & Publicidade, 22 de Dezembro de 2009)

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