2009-12-18

Uma estrutura que apresenta várias fragilidades e não suporta adequadamente toda a actividade

Enquanto eleito não empossado para o Conselho de Escola da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (UM) em 3 de Novembro passado é com curiosidade acrescida e com a expectativa de quem aguarda ainda a homologação desse resultado que leio a seguinte notícia.
«O reitor António Cunha considera que o novo administrador da Universidade do Minho (UM), Pedro Camões, tem um grande desafio pela frente: fazer com que as estruturas administrativas da UM funcionem de maneira mais ágil e operativa. António Cunha constatou que actualmente a UM tem uma estrutura administrativa e financeira “que apresenta várias fragilidades e não suporta adequadamente, quer em tempo útil, quer em robustez de investimento, toda a actividade em que está empenhada”. [...] O reitor da Universidade do Minho (UM) espera que os presidentes das escolas (unidades orgânicas de ensino e investigação) tomem posse até ao final de Janeiro, embora reconheça que os processos de eleição têm os seus trâmites.

António Cunha considera importante ter todos os órgãos em funcionamento o mais rapidamente possível, nomeadamente o Senado Académico, que é um órgão vital do ponto de vista do planeamento estratégico.[...] o processo de implementação do quadro estatutário da UM “é um processo que se vem arrastando há muito tempo, há tempo de mais”.

“É difícil que a universidade funcione sem alguns órgãos importantes e que tal não aconteça por questões processuais”, lamentou o reitor, que se assume como um reitor que gosta de trabalhar no terreno, em proximidade com as escolas, deixando a parte administrativa e financeira mais ligada ao vice-reitor da tutela e ao administrador. [...] (Correio do Minho, 16 de Dezembro de 2009)
Tendo presente a velocidade a que toda a "reforma" da UM tem sido implementada; tendo conhecimento de que existem faculdades com o processo bem mais atrasado do que a minha (por exemplo, a maior faculdade da universidade - a de engenharia, aquela a que o próprio reitor pertence - só realizou eleições para o seu Conselho de Escola esta semana); e finalmente sentindo na pele os trâmites e longas demoras jurídicas destes processos, pergunto-me como será possivel que até ao final de Janeiro haja presidentes! Do mal o menos: o próprio reitor parece bem consciente de que vamos de mal a pior.

P.S.: hoje mesmo, já bem depois de ter escrito estas palavras chegou-me notícia de que os resultados eleitorias a que me referi anteriormente foram homologados pelo reitor. O que não retira qualquer validade ao que foi anteriormente dito.

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