2010-01-12

ClaustrUM

Um problema democrático
A Comissão Eleitoral não o fez. O Presidente da Comissão Eleitoral não o fez. O secretariado da Comissão Eleitoral não o fez. A Assessoria Jurídica não o fez. O Reitor não o fez. O Serviço de Protocolo não o fez. Fi-lo eu: ordenar a lista de eleitos para o Conselho de Escola da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (que produz um bonito acrónimo, CEEEGUM) de acordo com o respectivo método de apuramento do resultado eleitoral. Algo que não é um mero formalismo. E denota que a democracia é uma palavra muito usada na universidade portuguesa, mas pouco lembrada na sua aplicação.

Reitor com proximidade
É de assinalar de forma muito positiva, o gesto do Reitor em se deslocar às unidades orgânicas para dar posse aos seus conselhos de escola, entre eles o CEEEGUM. Para além de poupar dezenas de deslocações ao decrépito edíficio da reitoria, no centro da cidade, dá mostras de querer acompanhar com proximidade o que se passa na universidade. Algo que sai reforçado com o lançamento duma "newsletter". Ainda a preto e branco, é certo, mas a que não será difícil dar côr e conteúdo.

Para uma semiótica da tomada de posse
Apetecia-me aqui escrever sobre algumas interpretações semióticas (por favor, não me perguntem o que isto significa; nem eu sei) da cerimónia de tomada de posse do CEEEGUM. Poderia referir-me aos botões do blazer do Reitor (contra o convencional, o de cima estava desapertado e o de baixo apertado), ao alinhamento imaculado, mas não programado, dos professores conselheiros eleitos (os da lista A na primeira fila de cadeiras, os da lista B na segunda, e os da lista C na terceira), ao corte matinal deste conselheiro a fazer a barba que lhe deixou marcas de sangue na pele e na camisa, ou ainda ao facto de ter assinado o termo de posse com uma caneta que diz University of Porto! Mas não vou fazer nada disso. Os semióticos que se amanhem.

ClaustrUM, apontamentos duma universidade.

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