2014-09-22

Um Americano em Paris

Diz a experiência que se terminada a aula de apresentação um estudante vem de imediato ter com o professor, garantidamente leva-lhe matéria suspeita. Voltou a acontecer. Curioso, aproxima-se e algo hesitante - porventura a prever que ía dizer um grande disparate - pergunta se a disciplina tinha mais influência "americana" ou seriam abordadas preferencialmente as questões da "crise europeia"! Dizia ele que no Brasil já tinha feito formação em estratégia sob influência americana e estava curioso!! Se a abordagem já me tinha arrebatado, confesso que quando me falou na influência americana e na crise europeia devo ter caído para o lado. Para além do esboçar de um sorriso amarelo, não me recordo o que respondi. Mas agora que penso em retrospectiva no episódio, fico com a leve sensação que perdi uma inscrição, talvez por causa do amarelo carregado. Penso e repenso na questão das grandes influências paradigmáticas e concluo que, se alguma vez me voltarem a colocar questão tão delicada, destacarei a profundidade do olhar do cinema italiano com estilo elogiado nos Cahiers du Cinéma, entremeado com um toque da Gestalt alemã e do noir sueco, tudo devidamente hidratado com o Alvarinho aqui da terra. Explosivo. Será que desta forma o americano faz a inscrição?

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