2007-10-04

O empresário


«O Director Queiroz recebe uma carta do Ministério da Cultura garantindo financiamento para a Companhia de Artes Performativas do Sul mediante um conjunto de condições. Estabelece-se uma discussão sobre critérios de qualidade entre o Director e os seus assistentes e marcam-se audições para escolher e contratar actores e cantores. No dia marcado para essas audições (o próprio dia do espectáculo) aparece uma multidão de candidatos: todo o público presente. Começam então as peripécias da comédia: O rico Sr. Azevedo vem subornar a companhia para que a sua amante seja contratada. Ela aparece e insiste em passar a audição: um Frei Luís de Sousa ultra-romântico. Sobe mais uma candidata, jovem, séria e profissional, fará um monólogo da Medeia que encanta de imediato o Director Queiroz e adormece o seu assistente Silva. Sobe uma cantora, pela mão do Maestro. Canta uma ária “singela” e todos lhe prometem que virá ser a prima donna da companhia. É chamada a Dona Ivette, grande estrela da Revista que apresentará uma cena de comédia a que o Director Queirós torce o nariz. Chega por último uma cantora cheia de vocalizos agudos que irá reivindicar o seu estatuto de prima donna. O terceto estabelece as regras e a paz virá com o quarteto final onde todos desejam dar o seu melhor à arte. No fim o horizonte iluminar-se-á com o esplendor dos sonhos e realizações de cada um dos novos artistas da Companhia de Artes Performativas do Sul. O Director Queiroz concilia os ânimos e as vontades por “amor à arte”…»

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