2008-02-07

Relato da primeira jornada

Foi um dia particularmente quente, este primeiro em que decorreram as Jornadas Luso-Espanholas de Gestão no Porto. Temperatura também ela agravada pelo sistema de aquecimento central da Faculdade de Economia do Porto, a fazer lembrar os edifícios ingleses, doentia e insuportavelmente quentes.

As jornadas abriram com a sessão normal típica destas ocasiões. Ficou-se, por exemplo, a saber pelas palavras de Rui Rio, presidente do munícipio local, que a Câmara Municipal do Porto é a maior proprietária de habitações do país e que 20 por cento da população da cidade vive nas habitações sociais da câmara. Ainda a propósito da competitividade da cidade e dos problemas que Rio enfrenta, foi deveras curioso a sua chamada de atenção para o facto de que não é possível combater o absentismo em locais como a sua própria organização sem a colaboração da ... Ordem dos Médicos! Deveras curioso, muito curioso. Por seu lado, Elísio Brandão, presidente do comité organizador, anunciou o número que sempre mais me interessa nestes eventos: foram submetidos "entre 250 e 300" artigos e selecionados aproximadamente 200 para o programa.

Embora das palavras de Rio se podesse retirar uma proposta interessante de investigação sobre as causas de absentismo, acabei por não assistir a nenhuma das sessões de recursos humanos previstas no programa. Desta vez assisti a meia-duzia de apresentações sobre estratégia, empreendedorismo e inovação, tendo ficado com uma ideia positiva sobre o nível médio das comunicações apresentadas.

À parte isto, a registar também positivamente o bacalhau (e as batatas) com natas servido no almoço volante, apesar de não ter simpatizado com a sugestão feita pelo serviço de comer a sopa sem colher. Que tomasse a sopa como um chã, dizia-me o experiente servidor. Mas o facto é estava demasiado grossa para o efeito.

Não me parece que existam aspectos negativos a registar neste primeiro dia do evento, mas se tivesse de escolher algum, diria que continuo a estranhar o facto de vários colegas espanhóis não só não entenderem o português como, pior ainda, não fazerem qualquer esforço nesse sentido.

Amanhã é outro dia. E, claro, com portugueses e espanhóis juntos, o jantar de gala está previsto para o El Corte Inglês. Para uma confraternização ibérica, a escolha do local dificilmente poderia ser mais simbólica.

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