2007-06-30

Morte em Viena
Daniel Silva
Bertrand, 2006



"Gabriel Allon, protagonista de "O Confessor" e de "O Príncipe de Fogo", é enviado a Viena para investigar o bombardeamento que causou a morte de um velho amigo. O encontro inesperado com uma figura traumática do seu passado mergulha-o num ajuste de contas pessoal e na procura obsessiva de um nome, de uma história, de um contacto. Finalmente, a verdade começa a emergir deixando um rasto de 60 anos de atrocidades e de milhares de vítimas. Numa tarde de Outubro em Treblinka, lugar onde decorre o climax de “Morte em Viena”, Daniel Silva tentou imaginar os dois campos de concentração nazis (um para judeus e outro para polacos) onde há 50 anos foram exterminadas milhares de pessoas. A um visitante polaco que lhe perguntou o motivo da sua presença, Daniel Silva respondeu: “o meu povo foi assassinado aqui”. O interlocutor respondeu-lhe: “o meu também”. É a memória do Holocausto em microcosmos aquilo que o autor tenta recuperar nesta “trilogia acidental” de que fazem parte “O Confessor” (25 mil exemplares vendidos em Portugal) e “Morte em Viena”. Registando testemunhos dos sobreviventes, histórias dos campos de extermínio e informação encontrada nos arquivos de Yad Vashem, monumento comemorativo oficial do Holocausto em Israel, Daniel Silva combina factos históricos e ficção. Não é por acaso que Viena é o coração do romance: a Áustria não só produziu inúmeros oficiais das SS nazis como tem sido o refúgio por excelência de criminosos de guerra que nunca foram julgados. Daniel Silva escreveu "Morte em Viena" numa altura em que uma nova vaga de anti-semitismo reforçava as posições da extrema direita neste país. A Áustria foi também o país que mais se opôs ao programa “Operation Last Chance” do Centro Simon Wiesenthal lançado por Ephraim Zuroff, o principal impulsionador da perseguição a ex-agentes das SS nazis."

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