2008-11-12

O regulador anda a fazer noitadas

«Vítor Constâncio vai continuar à frente do Banco de Portugal depois de ter recusado a sugestão de Paulo Portas para que apresenta-se a demissão. O Governador do Banco de Portugal esteve na Assembleia da República até de madrugada onde foi ouvido pelos deputados da Comissão de orçamento e Finanças. [...] Para o Governador do Banco de Portugal a crise financeira "contribuiu decisivamente para inviabilizar" o plano de recuperação do BPN apresentado por Miguel Cadilhe já que, segundo referiu, "sem o agravamento da crise financeira, talvez o BPN pudesse ter sido recuperado num quadro do sector privado". [..].» (RTP, 12 de Novembro de 2008). Ora, sendo assim, para um bom entendedor isto significa que se não fosse a crise financeira internacional, nada se saberia das irregularidades cometidas no BPN. Vai daí, é pertinente concluir duas coisas não menos significativas: i) a crise financeira internacional foi positiva para o esclarecimento da actividade bancária em Portugal (pelo menos de um dos seus bancos); e, ii) como a crise financeira internacional não foi ainda suficientemente forte para abalar outros bancos (com ajudinha estatal, evidentemente), fica a suspeita das operações existentes nesses bancos. A questão é agora simples: qual é o próximo banco?

P.S.: este blogue descarta qualquer responsabilidade nos erros de português cometidos pela RTP.

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