2009-01-25

As obras públicas como sempre

Tempos de crise são assim mesmo; a generalidade dos indicadores dá um trabalhão e alguns deles, nomeadamente o crescimento económico, entram no negativo. Há números que crescem, sobretudo o desemprego, embora nas previsões governamentais – por efeito de muitas habilidades nas políticas públicas - não tanto como a realidade dos factos sugere. E há depois, alguns que nos surpreendem verdadeiramente. Veja-se este caso: «O investimento na concessão rodoviária do Baixo Tejo, cujo contrato de adjudicação deverá ser assinado este fim-de-semana entre o Governo e o consórcio liderado pela Brisa, vai rondar os 250 a 280 milhões de euros. Um valor que mais do que duplica os 110 milhões de euros previstos pelo Executivo quando no final de 2007 lançou esta concessão a concurso.» (Jornal de Negócios, 23 de Janeiro de 2008 que entretanto informou o valor alcançado: 278 milhões, 2,52 vezes mais do que os 110 milhões previstos). E daqui concluem-se duas coisas: i) apesar dos tempos de crise, há sempre quem retire deles grandes benefícios; ii) necessariamente algumas obras públicas terão que ser adiadas e nalguns casos “riscadas” mesmo do mapa até ver.

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