2010-01-15

O que nasce torto dificilmente se endireita

Voltaremos ao assunto: «Cinco anos depois da sua inauguração e de um processo conturbado de construção que se arrastava desde finais da década de 80, o Hotel Termas de Monção entrou em processo de insolvência. A unidade hoteleira de quatro estrelas, até agora sob a gestão de José Fortes da Gama, debate-se com uma dívida de cerca de três milhões de euros relativa ao desempenho de 2009. As graves dificuldades financeiras em que se encontra já tinha dado sinais no Verão, com o atraso dos salários aos 22 funcionários, que agora vêem o seu posto de trabalho em risco. Face à situação, a construção de um outro hotel de quatro estrelas em Arcos de Valdevez foi suspensa. O processo de insolvência teve a intervenção do Fundo do Turismo, que apoiou os investimentos. A notícia caiu como uma bomba na câmara de Monção, que durante duas décadas se bateu pelo hotel na zona das termas. "Foi uma obra que custou muito, talvez aquela pela qual lutei mais e era uma espécie de par inseparável do desenvolvimento termal em Monção. Tenho feito tudo para evitar um fim mais triste e estou preocupado porque aquela unidade hoteleira faz falta", referiu José Emílio Moreira, manifestando-se convicto de que "não vai fechar". Na segunda-feira, um administrador indicado pelo Fundo do Turismo deverá assumir a gestão.» (Jornal de Notícias, 15 de Janeiro de 2010)

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