2010-01-16

Paços do Concelho (7)

Não me tinha ocorrido escrever esta entrada, mas uma intervenção truculenta de um deputado socialista na Assembleia Municipal de Monção (AMM) de 30-12-2009 acusando-me pessoalmente por não ter felicitado o PS pela sua vitória eleitoral, justificam estas linhas de registo, para memória futura.


Começando por referir que na primeira reunião que tive com o Presidente da Câmara Municipal de Monção, ocorrida em 11-12-2009, a primeira coisa que fiz questão de fazer foi felicitá-lo pessoalmente a ele e ao PS pela vitória eleitoral nas autárquicas de 11-10-2009. E como o Presidente se fazia acompanhar na reunião pela sua chefe de gabinete, também ela uma das principais deputadas municipais do PS, a felicitação, obviamente aplicava-se-lhe. E, claro, o Presidente – que, ao contrário de alguns deputados socialistas parece pessoa de modos – agradeceu as palavras sinceras que lhe dirigi.

Para que não restassem dúvidas, transmiti-lhe ainda com muita clareza que quis tecer estas felicitações publicamente, em palavras de cortesia, mas também de atribuição de responsabilidade redobrada ao PS, no acto de instalação da AMM, ocorrido em 31-10-2009. E porque não o fiz? Nem mais, nem menos, porque o deputado socialista que presidiu à instalação (uma coisa diferente de Presidente) não me deixou faze-lo, apesar de, antes da cerimónia, lhe ter dito pessoalmente que desejava faze-lo. E embora ele não tenha rejeitado a hipótese com o argumento de que necessitaria de discutir o assunto primeiramente com os seus, o certo é que a sua opção foi mesmo por uma "cerimónia de mudos", como se nada houvesse para dizer.

Ainda assim, no momento da apresentação de candidaturas à mesa do órgão, ao justificar a opção do PSD pela não candidatura ao lugar de Presidente e de 1.º secretário com base em resultados eleitorais inequívocos, teci considerações de felicitação pela vitória do PS.

Vale pois a pena registar nestes Paços do Concelho que o acto de instalação da AMM ficou marcado como sendo dos pratos mais insossos que se serviram em 2009 em Monção. Ninguém pode abrir a boca.

Teve pelo menos o benefício de, pela primeira vez, nos ter feito compreender a propensão de muitos socialistas (não todos, acredito) para fazerem da AMM uma procissão fúnebre, embora, como se viu, pontuada aqui e ali com uma ou outra intervenção atamancada. Mas está enganado quem pensa que todos os deputados da AMM vão participar candidamente nas exéquias ou vão seguir a via do ataque insultuoso.

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