IDE. No seguimento dos trabalhos de investigação que tem vindo a realizar acerca do impacto do investimento directo estrangeiro em Portugal, acaba de ser publicado na Review of Industrial Organization (Vol. 27, No.1, pp. 73-102) um trabalho recente em co-autoria de Natália Barbosa (co-editora deste blogue) e Helen Louri. Nesse trabalho intitulado "Corporate Performance: Does Ownership Matter? A Comparison of Foreign- and Domestic-Owned Firms in Greece and Portugal" analisa-se se as empresas estrangeiras a operar em Portugal registam um desempenho superior às empresas detidas por investidores nacionais. Os resultados obtidos indicam que a nacionalidade das empresas não determina significativamente o seu desempenho. Os diferencias de desempenho observados são explicados por outras características específicas às empresas.
HARDWARE E SOFTWARE. Ontem, no mesmo dia em que Sócrates e Pinho inventiaravam mais projectos de hardware para o país, em Braga discutiu-se software. O salão nobre da Universidade do Minho onde decorreu o 2.º Econtro CTEC / Pólo de Software do Minho é em si também um paradoxo: lado a lado convivem uma rede sem fios (uma das manifestações da universidade sem muros) com cadeiras deveras desconfortáveis. Por isso mesmo, foi um alivio quando, ao fim de quase três horas de comunicações, lá chegou o cofee break. A tarde começou com uma intervenção de Rui Guimarãres, Director Geral da COTEC Portugal, que enquadrou a iniciativa do pólo de software do Minho nos projectos da sua associação. Depois da intervenção de António Murta, coordenador do pólo, seguiu-se um conjunto de seis comunicações de outras tantas empresas associadas ao pólo. Só depois do café retemperador, a fazer o papel de software da nossa predisposição, é que Belmiro de Azevedo apareceu a apadrinhar o encontro. Ainda na sessão de encerramento, Guimarães Rodrigues, Reitor da universidade, introduziu a dimensão regional do tema em debate e, finalmente, Manuel Heitor, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior encerrou a sessão com um discurso esclarecido. À semelhança do evento de Sócrates e Pinho, haveria muitas questões interessantes a colocar, mas, definitivamente, o momento não era oportuno.
TERADATA. Uma pesquisa rápida levou-me ao Teradata Center for Customer Relationship Management da Duke University, em particular à sua série de documentos de trabalho.
NOTÍCIAS BOAS. Chega-me uma mensahem com o assunto "Encantem-se ..." e o seguinte endereço: http://cybersix.dyndns.org/Presentatrices/M-Theuriau/M-Theuriau.htm. Depois de lá ir é impossível deixar de questionar porque havemos de ter o Rodrigo Guedes de Carvalho e o José Rodrigues dos Santos. Não é justo!
SAÍDA DE EMPRESAS. O Correio da Manhã destaca hoje um fenómeno com o qual nos temos que habituar a viver: "O distrito de Braga está a viver uma grave crise social e económica, com despedimentos colectivos em grande escala, devido à deslocalização, ‘fuga’ e falência de diversas empresas. A deslocalização para a Roménia da filial da Póvoa de Lanhoso da multinacional americana Lear e o facto da marca italiana Benetton ter deixado a região de Basto para passar a produzir na Tunísia, são os exemplos mais paradigmáticos desta dramática situação.No primeiro caso, cujo encerramento, ao que tudo indica irreversível, está aprazado para Novembro, são 800 trabalhadores, na maioria jovens entre os 20 e os 35 anos, que ficam literalmente no desemprego.Quanto à Benetton, que decidiu trocar as fábricas da região de Basto por outras, com preços muito mais baratos, na Tunísia, são 400 a 500 pessoas que, já no final deste mês, devem ficar sem trabalho." Estes dois casos são publicamente conhecidos, mas, em Setembro, quando regressarem de férias, haverá certamente muitos outros trabalhadores que também irão encontrar a sua empresa encerrada, talvez duma forma ilegal, sem ética e sem cumprir compromissos. Desta forma será bem mais grave.
UM CHOQUE TECNOLÓGICO. Será isto o choque tecnológico que nos propõem? "O ICEP, encarregue de promover Portugal no estrangeiro, "esqueceu-se" de activar uma página na Internet anunciada, em espaços pagos, nas revistas "Time" e "The Economist". Ontem, o "Independente" noticiou que o instituto pagou quase 80 mil euros pela inserção do que o próprio ICEP chama de "editoriais", onde se remete para a página www.portugalinbusiness.pt/it - que não existe. O mais curioso é que o texto refere as inovações tecnológicas conseguidas por Portugal e pelas empresas nacionais. O ICEP respondeu que a campanha foi lançada pela anterior direcção e garante que a página virtual estará a funcionar no mais curto espaço de tempo." Paradigmático!
REFERÊNCIAS DE EMPREENDEDORISMO. Uma característica distintiva de Entrepreneurship de RD Hisrich, MP Peters e DA Shepher (McGraw-Hill, Bosto, 2005, 6.ª edição) é a disponibilização de referências slecionadas no final de cada capítulo. Cada uma destas referências é acompanhada duma síntese de dimensão inferior a este "post". O manual estrutura-se em 17 capítulos repartidos por quatro partes. No final de cada parte existem vários casos, num total de 15, embora, confesso, nenhum destes casos me seja familiar. É, ainda assim, um bom manual de empreendedorismo.
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