2007-10-13

Electrónica





«O Clubbing está de regresso à Casa da Música (nr: Porto, 13 de Outubro de 2007, 22 horas), trazendo à Sala 2 dois grandes nomes da música experimental internacional. A mítica banda norte-americana Tuxedomoon, fundada em São Francisco por Blaine Reininger (violino e guitarra) e Steven Brown (saxofones e teclados), em 1977, mantém-se como um ícone do avant garde. Com Peter Principle (baixo) e Luc Van Lieshout (trompete), já na Europa, foram pioneiros na fusão do rock e do jazz com a electrónica. Ao longo de 30 anos, criaram êxitos incontornáveis como No Tears, In a manner of speaking e Desire, com sonoridades que passam pelo pós-punk, new wave e pelas bases electrónicas primitivas com influências étnicas, pop ou clássicas. Os Tuxedomoon apresentam esta noite o novo álbum Vapour Trails. Entre a guitarra e o computador, Fennesz cria um universo sonoro único, baseado na electrónica mas com referências que vão da canção pop à música concreta ou sinfónica. Transcendendo as limitações ou a linguagem idiomática do instrumento, o músico austríaco explora o discurso improvisado sobre material gerado digitalmente. Christian Fennesz tem mantido, a partir de Viena, colaborações com vários músicos de vanguarda, com destaque para Ryuichi Sakamoto – este ano foi editado o álbum Cendre, em dueto, pela Touch – ou o trio Fenn O’Berg.»

O dia parece definitivamente dedicado à electrónica. Uma outra banda de culto - os In The Nursery que curiosamente entrevistei na minha adolescência e a quem tinha perdido o rasto há anos - toca também hoje em Portugal.

«Os britânicos In The Nursery têm concerto marcado para o dia 13 de Outubro no Teatro Miguel Franco, em Leiria. A actuação insere-se no festival Fade In e tem início previsto para as 22h00. Os bilhetes custam €18 para o público em geral e €13,50 para os sócios Fade In (a lotação da sala é limitada a 210 espectadores). Os In The Nursery contam com uns respeitáveis 26 álbuns no currículo e é-lhes atribuído o rótulo de músicos neoclássicos, mas com reminiscências urbanas e cinemáticas. O projecto britânico conta habitualmente com colaborações vocais de Marguerite C. Dolores e Sarah Jay Hawley (também colaboradora habitual dos Massive Attack). A banda britânica, liderada pelos gémeos Klive e Nigel Humberstone, traz a Portugal o mais recente Era (editado este ano) e mais de 25 anos de uma carreira discográfica bastante prolífica. No currículo, o projecto conta também com participações nas bandas-sonoras dos filmes Entrevista com Um Vampiro e O Aviador , entre outros.»

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