A Alma dos Ricos

2026-05-23

A Alma dos Ricos


«Nunca deixaria Portugal, por muitas revoluções que houvesse, por muitos motins operários e barragens nas estradas, e inspecções fiscais, e tudo, porque em Portugal se faziam os melhores doces do mundo, puro ovo e amêndoa em proporções ideais e que tinham nomes fantásticos como Papos de Anjo e Barrigas de Freira, nessa picante nota herege que ia tão bem com o pecado da gula, e outros.» [2-253]


A Alma dos Ricos, trilogia de Augustina Bessa-Luis.

2026-05-09

A Alma dos Ricos



«Nunca digas mal a uma mulher do que ela veste. Antes digas mal da mãe e do pai dela.» [2-143]

A Alma dos Ricos, trilogia de Augustina Bessa-Luis.

2026-04-25

A Alma dos Ricos



«Era uma imatura, todas as mulheres são imaturas e gostam de se emancipar por meio da mentira. É o mesmo que os homens quando mentem junto da mulher amada, para apagar as suas inferioridades.» [2-148]

A Alma dos Ricos, trilogia de Augustina Bessa-Luis.

2026-04-11

A Alma dos Ricos


«A paixão é uma forma de ignorância. Não é a sabedoria que é condenável, mas o que traz com ela, a aridez e a obscenidade que lhe é própria.» [2-230]

A Alma dos Ricos, trilogia de Augustina Bessa-Luis.

2026-03-28

A Alma dos Ricos



«Uma mulher assim era uma relíquia. Não havia mais daquilo, sabiam de tudo e descascavam nozes sem partir o miolo, o que era inacreditável. Limpavam, enceravam e poliam com seriedade e meticulosa aplicação da alma. Bruniam uma camisa de homem como se fosse um ritual religioso, dobrando as mangas atrás das costas com uma devoção nobre, deixando para o fim um derradeiro toque de ferro no peito, tal um beijo terno sobre o coração. «Mulheres destas já não se fazem», pensou.» [2-164]

A Alma dos Ricos, trilogia de Augustina Bessa-Luis.
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