Dissertação de Mestrado

2018-06-28

Marcas de Luxo Portuguesas


«Esta dissertação tem como objetivo conhecer quais as estratégias de marketing que os gestores de marcas de moda de luxo portuguesas podem adotar no seu processo de internacionalização, de forma a obterem maior sucesso. Em Portugal, o número de marcas de moda do segmento de luxo aumentou muito nos últimos anos, e grande parte destas marcas têm como principal objetivo conquistar os mercados internacionais. Este estudo, de natureza descritiva e exploratória, pretende auxiliar as marcas na sua internacionalização, nomeadamente a nível da sua estratégia de produto, preço, distribuição e comunicação. Para isso, foram realizadas dez entrevistas em profundidade a dez gestores ou responsáveis comerciais e de marketing de dez marcas de luxo portuguesas e foram também analisados documentos relevantes para o estudo. Isto permitiu compreender as estratégias de marketing internacional que as marcas de moda de luxo em geral podem seguir. Concluiu-se que as marcas de luxo portuguesas devem tentar disponibilizar toda a sua gama de produtos nos diferentes mercados internacionais, oferecendo ainda serviços que completam a experiência do cliente e fazendo parcerias com outras marcas de luxo internacionais, de forma a aumentar a sua notoriedade. Os resultados indicaram ainda que o preço dos produtos de luxo icónicos deve aumentar gradualmente a nível internacional, e que as marcas não devem praticar saldos, apenas reduções especiais de preço. Os preços devem ainda ser comunicados de forma discreta nos pontos de venda internacionais da marca. Para entrar em novos mercados, as marcas de luxo portuguesas devem começar por estar presentes em lojas multimarca ou department stores, mantendo um relacionamento próximo com as mesmas e, posteriormente, apostar na abertura de uma flagship store. Foi ainda visível que os mercados europeu e americano são os mais atrativos para as marcas de luxo portuguesas. A nível de comunicação internacional, deve ser feita uma aposta nas relações públicas e com a imprensa, na realização de eventos e na comunicação online. As marcas podem ainda possuir um embaixador da marca e patrocinar eventos internacionais.»

2018-06-13

Redes Colaborativas e Desenvolvimento de Destinos Turísticos

Submetida recentemente, a dissertação do Mestrado em Estudos de Gestão da Universidade do Minho intitulada Redes Colaborativas e Desenvolvimento de Destinos Turísticos: O Turismo em Chaves Visto numa Perspetiva em Rede, da autoria de Ana Rita Gonçalves Araújo, tem, como o próprio título indica, por objeto o turismo em Chaves, procurando compreender de que forma os agentes locais colaboram ou podem colaborar em rede para reforçar a cidade e a região como um destino turístico. A pesquisa concilia, desta forma, contributos da área da estratégia, marketing organizacional, e turismo para compreender um fenómeno relevante e atual: o do desenvolvimento da atractividade turística de um destino do interior.


«O turismo tem vindo a assumir uma posição cada vez mais importante, tornando-se num dos setores que mais cresce em Portugal. É observável que o turismo em Chaves também tem ganho importância. É do interesse da cidade e das organizações locais desenvolver estratégias para tirar um maior proveito do turismo. Devido à existência de uma elevada oferta de destinos turísticos e aos potenciais benefícios que o turismo pode gerar, é crucial que a cidade se torne num destino turístico aliciante através da criação de estratégias inovadoras que lhe confiram uma identidade única. Este não é um trabalho unilateral duma única entidade. A cooperação ativa entre diversos atores com atividades direta ou indiretamente ligadas ao turismo pode gerar oportunidades no turismo. Neste estudo pretende-se perceber de que modo é que as organizações locais, trabalhando em conjunto, são capazes de tornar a cidade de Chaves mais atrativa para os turistas. Para dar resposta a esta questão de partida faz-se uma análise da estrutura do turismo na cidade, descriminase como é possível aumentar atratividade turística da cidade, analisa-se a estrutura relacional dos atores turísticos estudados, e compreende-se a importância da colaboração em rede para a competitividade turística e para o desenvolvimento da cidade e da região, procurando detetar dificuldades ao desenvolvimento dessas redes. A pesquisa realizada é qualitativa e possui natureza descritiva e exploratória. Foram realizadas oito entrevistas semiestruturadas em sete organizações que são afetadas com o aumento do turismo na cidade de Chaves. Com este estudo conclui-se que o aumento do turismo em Portugal e a procura dos turistas por experiências autênticas são oportunidades que podem ser captadas por pequenas cidades do interior do país como Chaves. Uma cidade deve ser capaz de oferecer uma oferta diferenciada para se destacar de outros destinos turísticos. Uma forma duma cidade como Chaves se diferenciar passa pelo desenvolvimento de estratégias cooperativas através de redes organizacionais locais envolvendo atores diversos do município e municípios vizinhos que contribuam em conjunto para criar um destino turístico único.»

2018-05-16

Distribuição retalhista de vinho

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«Esta dissertação estuda a competitividade e diferenciação na distribuição retalhista de vinho. A competitividade é um grande desafio que enfrentam as empresas retalhistas de vinho em virtude dos requisitos que se lhes colocam para tal serem cada vez mais exigentes. Portugal não tem conhecido grande inovação por parte do sector, embora existam sinais de que isso está a mudar devido às exigências dos consumidores e a outras mudanças no mercado. Estas mudanças obrigam as empresas retalhistas de vinho a investirem na diferenciação da sua oferta para que se tornem competitivas. Esta dissertação estuda a perceção das empresas do sector sobre a sua competitividade e os fatores de diferenciação na distribuição retalhista de vinho. Foram recolhidos dados quantitativos através da aplicação de um questionário ao qual responderam 84 empresas. Os resultados mostram que a qualidade dos produtos é um fator diferenciador essencial identificado pelas empresas. O poder de negociação com os fornecedores e a relação que os retalhistas têm com esses fornecedores é, em contrapartida, o fator mais importante apontado pelas empresas para adquirirem vantagem de custos. Com a aplicação de estratégias competitivas no mercado, os impactos no seu desempenho que as empresas destacam são o aumento do volume de vendas, a conquista de novos clientes, a maior satisfação dos clientes existentes, o aumento da notoriedade da marca do retalhista, e o aumento da quota de mercado. As dificuldades que as empresas estudadas sentem para conseguirem diferenciar a sua oferta são a escassez de recursos financeiros, a falta de profissionais qualificados, a demora na implementação das estratégias e o seu desconhecimento do mercado.»

2018-02-21

Value Co-creation in Sharing Systems


«Sharing systems, i.e., systems of economic actors who participate in a flow of exchange enabled or managed by a physical or virtual platform, have captured the interest of the industry and academia, for its disruptive innovation, growth curves, flexible supply and potential to extract value from underused resources. Given its novelty, marketing research on such systems is underwhelming. Timely, marketing researchers, have been expressing a growing interest in the active role that a consumer plays in his/her own value creation. The notion of consumer value co-creation and its ground on SD-logic has propelled researchers into a new marketing paradigm, that reveals itself to be an adequate lens to study a new breed of business models and markets such as sharing systems. This dissertation explores the marketing implications of guests participating in value co-creation for the Airbnb system. As such, it aims at meeting the following research goals: 1. Evaluate the participation of guests in value co-creation in Airbnb experiences; 2. Evaluate the participation of guests in value co-destruction in Airbnb experiences. We conducted an online questionnaire to Portuguese Airbnb’ guests and obtained 101 valid answers. We found that though guests participate in some value co-creation processes and practices, and to some extent, value co-destruction, participation in isolated practices/processes has an insignificant relationship with satisfaction and the likelihood of choosing a sharing system again constructs. We also found participation in co-creation to be relatively homogenous across age, gender, duration and house sharing, and found small differences among group size and travel goal. We conduct a critical analysis of our results and comparing them with existing literature for further elaboration. This study finds that single practices alone or all-encompassing processes may hold poor significance in value determination for the consumer and the firm. It also includes a practice and processes approach and suggests practices may hold more analytical power for marketers. As such, it provides the academia with suggestions and directions for conducting research on this topic. For the industry, this study informs decision makers, practitioners and entrepreneurs on the idiosyncrasies of designing, managing and promoting sharing systems with value co-creation in mind. The study endures the limitation of the infancy state of research in value co-creation (namely the lack of problem-focused developed scales), the use of a convenience sample and consumer bias.»

2017-06-16

Marketing em restaurantes

Por um conjunto alargado de motivos, os restaurantes são um tipo de empresa com excelentes condições para o estudo da gestão nas suas diferentes dimensões, funções e aplicações. Ainda assim, é bastante reduzido o número de estudos e pesquisas que usam os restaurantes como objeto de estudo. Numa dessas excepções, motivado por um interesse de aplicação e proximidade com o sector, e por um interesse de pesquisa académica, José Francisco Barroso de Araújo pegou recentemente neste objeto de estudo e desenvolveu aí a sua pesquisa no âmbito da dissertação do Mestrado em Estudos de Gestão da Universidade do Minho.


A dissertação daí resultante intitula-se Aplicação de Estratégias e Instrumentos de Marketing em Restaurantes, tendo sido orientada em conjunto por Bruno Sousa e eu próprio. A respetiva prova irá decorrer no dia 30 de Junho, pelas 14:00 horas, na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho. A presidência do júri está a cargo de Maria Emília Pereira Fernandes, diretora do curso, e a arguição será efetuada por Moritz von Schwedler.

«O setor dos restaurantes tem vindo a caracterizar-se por uma elevada taxa de natalidade, mas por uma taxa de mortalidade superior, o que revela que o número de empresas desceu entre 2008 até 2015. Nesta dissertação foram estudas as estratégias e práticas de marketing dos restaurantes portugueses. Por forma a disponibilizar informação sobre o tipo de marketing praticado neste setor em Portugal, de uma forma agregada relativamente ao composto de marketing, e tendo em conta que mais de metade dos problemas relacionados com falências em restaurantes são fruto de problemas de marketing, o principal objetivo passa por dar a conhecer tais estratégias e práticas aos atuais restaurantes, e àqueles que pretendem abrir um negócio neste setor, e auxilia-los na sua gestão. Tentou-se também detetar diferenças destas práticas entre tipo de restaurante e entre restaurantes com mais de cinco anos de atividade e restaurantes com menos idade. Posteriormente tentou-se verificar a relação entre a orientação para a concorrência e a estratégia de formulação dos preços. O método usado foi o inquérito, a gestores e proprietários dos restaurantes portugueses. A pesquisa visou conhecer as estratégias de produto, nomeadamente os serviços complementares; estratégias de preço; os fatores com mais impacto na decisão da localização; os meios de comunicação usados; os elementos do ambiente físico mais importantes; o empowerment concedido aos funcionários; e o tipo de orientação para a concorrência. Num total de 243 respostas (9,4% da população inquirida), os resultados mostram que as estratégias e instrumentos variam em função do tipo de restaurante, principalmente nas variáveis “produto”, “preço”, “ambiente físico” e “pessoas”. Quanto ao ciclo de vida organizacional e à orientação para a concorrência, deste estudo não se pode concluir existir relação entre as variáveis.»
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