CONFIANÇA E ESTRATÉGIA. A confiança é tema recorrente em gestão. A Strategic Change dedica-lhe um número especial, o número 2 de 2005 (volume 14) editado por Denise Skinner.
UM GRANDE ABRAÇO. Um dos problemas clássicos nas associações de voluntariado e organizações não governamentais é o controlo. Um bom exemplo, relatado hoje pelo Público, verifica-se na Abraço: "Directores com remunerações elevadas, auditorias feitas pela empresa do presidente do conselho fiscal, criação de uma direcção paralela, património não rentabilizado para pagar dívidas". Trata-se, no fundo, da antítese perfeita dos fundamentos que deveriam presidir à criação destas organizações.
MERCADO DE EXPLICAÇÕES. Ao que parece o actual executivo prepara-se para regular o mercado de explicações. Nem mais!... Muitos de nós poderíamos pensar que a actividade de "dar explicações" é uma daquelas actividades que se encaixa bem no conceito de economia informal. Os professores faziam o "favor" de explicar de forma mais personalizada as matérias curriculares a alunos com dificuldades de aprendizagem a troco de uma compensação monetária mas da qual não existia nenhum registo económico/contabilistico/fiscal. Nos dias de hoje, o reconhecimento económico da actividade de explicador(a) surge como uma possibilidade de criação de emprego. Mas nem todos podem entrar nesse mercado... Em particular, "os professores do Ensino Básico e Secundário vão deixar de poder cobrar pelas explicações prestadas a alunos das suas turmas, da escola ou escolas onde dão aulas ou do respectivo agrupamento escolar". Para além de questões éticas que possam ser invocadas, a opção do actual executivo parece privilegiar a criação de emprego pela via da limitação da livre concorrência. Será isto possível? Como é que se compatibiliza o objectivo da criação de emprego com a necessária qualidade dos serviços prestados? Empreender tem algumas reservas que a intervenção neste mercado tenha os efeitos esperados e antecipa mesmo um impulso da economia informal por esta via.
TECNOLOGIA E ESTRATÉGIA. O Journal of International Management dedica um número especial (volume 11, n.º 2) ao tema "Information Technology and International Business: Theory and Strategy Development". A edição é de M. Kotabe e M. Mandviwalla.
DESLOCALIZAÇÃO INTERNA. Parece que a deslocalização não é matéria que diga exclusivo respeito às multinacionais instaladas em Portugal. A concretizar-se, a deslocalização da Exponor de Matosinhos para a Feira, não deixa de colocar em causa os grandes investimentos ali efectuados.
LOCALIZAR EMPREENDEDORES. A Business Week diz que os empreendedores americanos preferem as pequenas cidades.
AUTO EUROPA. Mais um livro a ter em consideração sobre a indústria das indústrias. Trata-se de Europe's Automotive Industry on the Move: Competitiveness in a Changing World, organizado por O. Heneric, G. Licht, e W. Sofka (Springer, 2005).
REDES E TECNOLOGIA. Um dos tópicos em debate na conferência de 2005 do IMP é sobre "Technological Development in Networks". Neste tópico, Håkan Håkansson e Koen Dittrich constatam que "the short life-cycle, short time-to-market and the growing R&D intensity make sure that even the largest companies cannot go alone when developing new technologies. Therefore, an increasing number of companies have decided to develop new technologies in some network relationship with clients, suppliers or competitors. These networks facilitate knowledge diffusion and speed up the learning process of companies as well as economise on scarce and costly technical resources. For this session, papers are invited that deal with a wide variety of technological development in networks. Examples are topics such as strategic technology alliances, industry-university R&D networks, buyer-supplier networks, and user-producer interaction."
EUNIP. A European Network on Industrial Policy leva a sua conferência de 2006 até à Irlanda. Os tópicos escolhidos são os seguintes:
- Drivers of industrial development: large versus small firms
- Spatial dimensions of industrial development
- Governance and the determinants of local economic development
- Policies to encourage industrial development (including: deregulation; EU harmonisation and regulation; impact of the 5th Enlargement)
- Technology and innovation policy
- The Evaluation Challenge: Lessons from regional and industrial development policies
- Comparative analysis of industrial development: EU countries versus other regions in the world
- Globalisation, transnational corporations and FDI
- Knowledge intensive services and the learning economy
Pequenos negócios 28
BOAS PRÁTICAS NOS SERVIÇOS PÚBLICOS
1. Desenvolver parcerias com outros serviços
2. Facilitar o "feedback" dos utentes
3. Desenvolver uma cultura orientada para a execução
4. Adaptar práticas de trabalho flexível
5. Definir objectivos na prestação de serviços
Fonte: Adaptação de www.empreender.blogspot.com com base nos Service Excellence Awards, Management Today.
BOAS PRÁTICAS NOS SERVIÇOS PÚBLICOS
1. Desenvolver parcerias com outros serviços
2. Facilitar o "feedback" dos utentes
3. Desenvolver uma cultura orientada para a execução
4. Adaptar práticas de trabalho flexível
5. Definir objectivos na prestação de serviços
Fonte: Adaptação de www.empreender.blogspot.com com base nos Service Excellence Awards, Management Today.
RIGIDEZ E FLEXIBILIDADE. O último número do Industrial Marketing Management (Vol. 34, N.º 6) é especialmente dedicado à rigidez e flexibilidade em mercados organizacionais.
FALHANÇO ORGANIZACIONAL. O último número da Long Range Planning (Junho de 2005, Vol. 38, N.º 3) é dedicado ao fracasso organizacional. Na abertura, os editores deste número especial da revista constatam que: "Failure is a fact of life from which most organizations cannot escape, and the importance of understanding and learning from failure need hardly be stated. Yet, while most managers know they are at risk of failure, they try to shun the subject, rather than actively seek to guard against it, or face up to it and be prepared to learn from it when it does occur. Managers need to understand two key issues concerning organizational failure. The first relates to understanding the causes and processes of organizational failure so as to help them design effective strategies to avoid or handle failure in the future. The second issue relates to understanding barriers to learning from failure and identifying strategies to overcome them."
COMPETITIVIDADE EUROPEIA. O relatório de 2004 sobre a competitividade europeia (ou falta dela) está aqui.
CRIAR EMPRESAS. Parece que criar empresas vai ser quase tão fácil como criar blogues. Isto seria verdade, não fosse a questão do licenciamento. Na verdade, criar empresas não é um problema; o verdadeiro problema é licenciar a sua actividade. Sabendo-se que a grande maioria das actividades requer algum tipo de licenciamento, significa isto que o risco de continuarmos a possuir empresas na raia da ilegalidade aumentará imenso. Concluindo, o problema essencial não está a ser resolvido.
GBATA. Começou ontem a conferência de 2005 da Global Business and Technology Association. Este ano decorre em Portugal (Lisboa/Leiria). O programa está aqui.
PRÁTICAS DE GESTÃO. Soube deste estudo sobre práticas de gestão através do The Economist. O leitor poderá ler o estudo completo ou um resumo executivo. Enfim, para investigadores carentes de ideias, aqui está algo que teria bastante sentido replicar em Portugal.
Prémio
HAPPY-HOUR NA AUTO-ESTRADA
Por Vasco Eiriz
Com excepção dos utilizadores das SCUTs, qualquer consumidor racional que pretende minimizar os seus custos não deixará de considerar o preço das portagens demasiado elevado. Se, contudo, viajar pela A1 numa sexta-feira à tarde, talvez o preço das portagens lhe pareça estar demasiado baixo.
No outro lado da relação, qualquer concessionária de auto-estradas que aplique racionalidade idêntica julgará que as portagens não estão caras. Se, contudo, essa concessionária ou o Estado apurarem o preço médio das portagens por quilómetro em relação ao rendimento per capita do país e compararem esse indicador com outros países talvez constatem que o preço praticado é demasiado alto.
Afinal em que ficamos? As portagens praticadas em Portugal são caras ou baratas? Esta é uma questão fundamental de resposta fácil. Mas, evidentemente, o cálculo duma portagem média é insuficiente, tanto mais que sabemos existirem auto-estradas “gratuitas” e outras pagas directamente pelo utilizador.
Descontando o erro crasso da manutenção das SCUTs e da não aplicação do princípio do utilizador-pagador, há outras questões não menos interessantes sobre a política de preços nas auto-estradas. Num dos limites, as portagens poderiam ser de fixação livre. No limite oposto, o Estado fixaria administrativamente um preço sem qualquer intermediação. Na realidade, existe intermediação envolvendo Estado e concessionárias.
Faz sentido que o Estado continue a ter o seu papel neste mercado, quiçá até de uma forma mais exigente, como o demonstra uma petição entrada recentemente na Assembleia da República a propor a redução ou suspensão das portagens em troços de auto-estradas em obras ou a medida recentemente noticiada de afixar o preço dos combustíveis na via. Mas, faz também sentido ponderar decisões de preço que favoreçam o fim público das auto-estradas sem que se prejudique a sustentabilidade económica de cada via.
De forma elementar, estas decisões de preço podem basear-se nos três Cs (custos, clientes, concorrentes), sendo possível ponderar cada um destes Cs e introduzir alguns mecanismos simples de regulação da procura. O critério da concorrência neste mercado tem particularidades que justificam discuti-lo noutra oportunidade, mas os outros dois critérios merecem uma breve reflexão.
Por exemplo, ao diferenciar o preço das portagens consoante a categoria do veículo que as utiliza, o princípio subjacente é o do custo. Admite-se neste caso que, por exemplo, um veículo pesado gera um maior desgaste da auto-estrada do que um veículo ligeiro. É, aliás, com base neste argumento que se sustenta a ideia de que os motociclistas deveriam pagar portagens mais baixas do que os veículos de quatro rodas, não só porque os custos do serviço para a concessionária são inferiores mas também porque os benefícios são menores para o cliente.
Ponderando de forma mais completa a diferenciação de preços, faria também sentido diferenciar os preços em função de outras características associadas ao perfil da procura. Não poderiam as portagens ser mais baratas, por exemplo, em períodos de menor utilização e mais caras nos momentos de maior procura, sendo assim o preço de um mesmo troço distinto consoante a hora ou dia de utilização? Mantendo a receita total, não resultaria daqui um maior benefício colectivo, por exemplo, em termos de tráfego e segurança?
Estas medidas de diferenciação parecem, de facto, mais justas do que a simples discriminação entre vias sem custos directos para utilizador e vias com portagem. São também mais justas do que outras medidas que apontariam, por exemplo, para a discriminação de preço entre residentes na região e forasteiros.
Concluindo, em bens desta natureza talvez faça sentido pensar em estruturas de preço menos elementares do que as existentes. Não abdicando do princípio do utilizador-pagador, é possível introduzir outros critérios de diferenciação de preço sem, contudo, tornar as estruturas de preço de tal forma complexas que deixem o cliente sem perceber o que está a pagar.
Referência original: Eiriz, Vasco (2005), "Happy-hour na auto-estrada", Prémio (7 de Julho).
HAPPY-HOUR NA AUTO-ESTRADA
Por Vasco Eiriz
Com excepção dos utilizadores das SCUTs, qualquer consumidor racional que pretende minimizar os seus custos não deixará de considerar o preço das portagens demasiado elevado. Se, contudo, viajar pela A1 numa sexta-feira à tarde, talvez o preço das portagens lhe pareça estar demasiado baixo.
No outro lado da relação, qualquer concessionária de auto-estradas que aplique racionalidade idêntica julgará que as portagens não estão caras. Se, contudo, essa concessionária ou o Estado apurarem o preço médio das portagens por quilómetro em relação ao rendimento per capita do país e compararem esse indicador com outros países talvez constatem que o preço praticado é demasiado alto.
Afinal em que ficamos? As portagens praticadas em Portugal são caras ou baratas? Esta é uma questão fundamental de resposta fácil. Mas, evidentemente, o cálculo duma portagem média é insuficiente, tanto mais que sabemos existirem auto-estradas “gratuitas” e outras pagas directamente pelo utilizador.
Descontando o erro crasso da manutenção das SCUTs e da não aplicação do princípio do utilizador-pagador, há outras questões não menos interessantes sobre a política de preços nas auto-estradas. Num dos limites, as portagens poderiam ser de fixação livre. No limite oposto, o Estado fixaria administrativamente um preço sem qualquer intermediação. Na realidade, existe intermediação envolvendo Estado e concessionárias.
Faz sentido que o Estado continue a ter o seu papel neste mercado, quiçá até de uma forma mais exigente, como o demonstra uma petição entrada recentemente na Assembleia da República a propor a redução ou suspensão das portagens em troços de auto-estradas em obras ou a medida recentemente noticiada de afixar o preço dos combustíveis na via. Mas, faz também sentido ponderar decisões de preço que favoreçam o fim público das auto-estradas sem que se prejudique a sustentabilidade económica de cada via.
De forma elementar, estas decisões de preço podem basear-se nos três Cs (custos, clientes, concorrentes), sendo possível ponderar cada um destes Cs e introduzir alguns mecanismos simples de regulação da procura. O critério da concorrência neste mercado tem particularidades que justificam discuti-lo noutra oportunidade, mas os outros dois critérios merecem uma breve reflexão.
Por exemplo, ao diferenciar o preço das portagens consoante a categoria do veículo que as utiliza, o princípio subjacente é o do custo. Admite-se neste caso que, por exemplo, um veículo pesado gera um maior desgaste da auto-estrada do que um veículo ligeiro. É, aliás, com base neste argumento que se sustenta a ideia de que os motociclistas deveriam pagar portagens mais baixas do que os veículos de quatro rodas, não só porque os custos do serviço para a concessionária são inferiores mas também porque os benefícios são menores para o cliente.
Ponderando de forma mais completa a diferenciação de preços, faria também sentido diferenciar os preços em função de outras características associadas ao perfil da procura. Não poderiam as portagens ser mais baratas, por exemplo, em períodos de menor utilização e mais caras nos momentos de maior procura, sendo assim o preço de um mesmo troço distinto consoante a hora ou dia de utilização? Mantendo a receita total, não resultaria daqui um maior benefício colectivo, por exemplo, em termos de tráfego e segurança?
Estas medidas de diferenciação parecem, de facto, mais justas do que a simples discriminação entre vias sem custos directos para utilizador e vias com portagem. São também mais justas do que outras medidas que apontariam, por exemplo, para a discriminação de preço entre residentes na região e forasteiros.
Concluindo, em bens desta natureza talvez faça sentido pensar em estruturas de preço menos elementares do que as existentes. Não abdicando do princípio do utilizador-pagador, é possível introduzir outros critérios de diferenciação de preço sem, contudo, tornar as estruturas de preço de tal forma complexas que deixem o cliente sem perceber o que está a pagar.
Referência original: Eiriz, Vasco (2005), "Happy-hour na auto-estrada", Prémio (7 de Julho).
ECONOMIA IBÉRICA. Em "Market potential and welfare: evidence from the Iberian Peninsula", Armando José Garcia Pires adopta uma abordagem da geografia económica e estuda aspectos associados à integração e relação entre Portugal e Espanha. O artigo saiu no último Portuguese Economic Journal (Volume 4, Number 2, August 2005).
OLHO ATENTO. O António Granado escreveu a informar que o post aqui em baixo é um hoax. Ora bolas, eu até tinha simpatizado com o computador (de certeza que não o roubariam tão facilmente como me roubaram um portátil há dias do carro!).
IDE. No seguimento dos trabalhos de investigação que tem vindo a realizar acerca do impacto do investimento directo estrangeiro em Portugal, acaba de ser publicado na Review of Industrial Organization (Vol. 27, No.1, pp. 73-102) um trabalho recente em co-autoria de Natália Barbosa (co-editora deste blogue) e Helen Louri. Nesse trabalho intitulado "Corporate Performance: Does Ownership Matter? A Comparison of Foreign- and Domestic-Owned Firms in Greece and Portugal" analisa-se se as empresas estrangeiras a operar em Portugal registam um desempenho superior às empresas detidas por investidores nacionais. Os resultados obtidos indicam que a nacionalidade das empresas não determina significativamente o seu desempenho. Os diferencias de desempenho observados são explicados por outras características específicas às empresas.
HARDWARE E SOFTWARE. Ontem, no mesmo dia em que Sócrates e Pinho inventiaravam mais projectos de hardware para o país, em Braga discutiu-se software. O salão nobre da Universidade do Minho onde decorreu o 2.º Econtro CTEC / Pólo de Software do Minho é em si também um paradoxo: lado a lado convivem uma rede sem fios (uma das manifestações da universidade sem muros) com cadeiras deveras desconfortáveis. Por isso mesmo, foi um alivio quando, ao fim de quase três horas de comunicações, lá chegou o cofee break. A tarde começou com uma intervenção de Rui Guimarãres, Director Geral da COTEC Portugal, que enquadrou a iniciativa do pólo de software do Minho nos projectos da sua associação. Depois da intervenção de António Murta, coordenador do pólo, seguiu-se um conjunto de seis comunicações de outras tantas empresas associadas ao pólo. Só depois do café retemperador, a fazer o papel de software da nossa predisposição, é que Belmiro de Azevedo apareceu a apadrinhar o encontro. Ainda na sessão de encerramento, Guimarães Rodrigues, Reitor da universidade, introduziu a dimensão regional do tema em debate e, finalmente, Manuel Heitor, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior encerrou a sessão com um discurso esclarecido. À semelhança do evento de Sócrates e Pinho, haveria muitas questões interessantes a colocar, mas, definitivamente, o momento não era oportuno.
TERADATA. Uma pesquisa rápida levou-me ao Teradata Center for Customer Relationship Management da Duke University, em particular à sua série de documentos de trabalho.
NOTÍCIAS BOAS. Chega-me uma mensahem com o assunto "Encantem-se ..." e o seguinte endereço: http://cybersix.dyndns.org/Presentatrices/M-Theuriau/M-Theuriau.htm. Depois de lá ir é impossível deixar de questionar porque havemos de ter o Rodrigo Guedes de Carvalho e o José Rodrigues dos Santos. Não é justo!
SAÍDA DE EMPRESAS. O Correio da Manhã destaca hoje um fenómeno com o qual nos temos que habituar a viver: "O distrito de Braga está a viver uma grave crise social e económica, com despedimentos colectivos em grande escala, devido à deslocalização, ‘fuga’ e falência de diversas empresas. A deslocalização para a Roménia da filial da Póvoa de Lanhoso da multinacional americana Lear e o facto da marca italiana Benetton ter deixado a região de Basto para passar a produzir na Tunísia, são os exemplos mais paradigmáticos desta dramática situação.No primeiro caso, cujo encerramento, ao que tudo indica irreversível, está aprazado para Novembro, são 800 trabalhadores, na maioria jovens entre os 20 e os 35 anos, que ficam literalmente no desemprego.Quanto à Benetton, que decidiu trocar as fábricas da região de Basto por outras, com preços muito mais baratos, na Tunísia, são 400 a 500 pessoas que, já no final deste mês, devem ficar sem trabalho." Estes dois casos são publicamente conhecidos, mas, em Setembro, quando regressarem de férias, haverá certamente muitos outros trabalhadores que também irão encontrar a sua empresa encerrada, talvez duma forma ilegal, sem ética e sem cumprir compromissos. Desta forma será bem mais grave.
UM CHOQUE TECNOLÓGICO. Será isto o choque tecnológico que nos propõem? "O ICEP, encarregue de promover Portugal no estrangeiro, "esqueceu-se" de activar uma página na Internet anunciada, em espaços pagos, nas revistas "Time" e "The Economist". Ontem, o "Independente" noticiou que o instituto pagou quase 80 mil euros pela inserção do que o próprio ICEP chama de "editoriais", onde se remete para a página www.portugalinbusiness.pt/it - que não existe. O mais curioso é que o texto refere as inovações tecnológicas conseguidas por Portugal e pelas empresas nacionais. O ICEP respondeu que a campanha foi lançada pela anterior direcção e garante que a página virtual estará a funcionar no mais curto espaço de tempo." Paradigmático!
REFERÊNCIAS DE EMPREENDEDORISMO. Uma característica distintiva de Entrepreneurship de RD Hisrich, MP Peters e DA Shepher (McGraw-Hill, Bosto, 2005, 6.ª edição) é a disponibilização de referências slecionadas no final de cada capítulo. Cada uma destas referências é acompanhada duma síntese de dimensão inferior a este "post". O manual estrutura-se em 17 capítulos repartidos por quatro partes. No final de cada parte existem vários casos, num total de 15, embora, confesso, nenhum destes casos me seja familiar. É, ainda assim, um bom manual de empreendedorismo.
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